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Directores de bibliotecas da região criticam colega de Vila Franca por proibir “As 50 sombras de Grey”

Dizem que não se deve misturar o pessoal com serviço público e que se deve atender as preferências dos leitores

Em Azambuja a obra erótica de E.L. James foi adquirida para a biblioteca pública e já há lista de espera para requisições do livro que é sucesso mundial de vendas.

Edição de 11.12.2013 | Cultura e Lazer
Proibir um livro numa biblioteca pública por não se gostar dele, como fez o director das bibliotecas de Vila Franca de Xira com “As 50 Sombras de Grey”, não é prática seguida em vários municípios. Em Azambuja, Benavente e Santarém a aquisição de obras não depende da apreciação crítica dos responsáveis. Que consideram que não se deve misturar crítica pessoal com serviço público, como aconteceu com a decisão de Vítor Figueiredo. No geral os técnicos responsáveis autorizam a compra de novos livros em função das necessidades e das sugestões dos leitores e de críticos literários. “As bibliotecas devem ter um bocadinho de tudo”, defende Sandra Ferreira, responsável das bibliotecas de Samora Correia e Benavente. Em Benavente estão disponíveis 25 mil livros e “As 50 sombras de Grey não foi ainda comprado por falta de disponibilidade financeira. “Se pudesse comprava-o”, confessa. É o que acontece em outros concelhos onde alguns sucessos comerciais ainda não foram adquiridos por restrições financeiras, como é o caso de Santarém onde a biblioteca disponibiliza mais de 150 mil livros.Luísa Cotrim, responsável das bibliotecas de Santarém, considera que “não é correcto que seja um bibliotecário a tomar a opção de não comprar um livro por ser mau ou bom. O que não é bom para mim pode ser bom para os outros”, defende. “O que se passou em Vila Franca surpreendeu-me. Fez-me lembrar o tempo em que o “Crime do Padre Amaro” também foi proibido, no tempo do fascismo”, nota.Em Azambuja a directora Joanna Whitfield tem tentado encontrar formas criativas de fugir às restrições financeiras. Todos os anos é produzida uma lista de livros desejados pelos utilizadores da biblioteca e depois são convidados “padrinhos de leitura” para oferecer esses livros. “As 50 Sombras de Grey” foi um dos livros oferecidos na última campanha e é hoje um dos mais requisitados, havendo fila de espera para o requisitar. “Não somos críticos literários e a qualidade de uma obra é uma opinião pessoal. É preciso ter bom senso e ir ao encontro do que o público quer ler. Não podemos fugir ao que é popular”, defende Joanna Whitfield. Há duas semanas, recorde-se, o director das bibliotecas do concelho de Vila Franca, Vítor Figueiredo, disse a O MIRANTE não ter adquirido para as bibliotecas de Vila Franca o livro erótico “As 50 Sombras de Grey”, de E.L. James, que tem sido um sucesso de vendas mundial, por considerar que o livro é “intragável” e de má qualidade. A obra as “Cinquenta Sombras” é dividido em três volumes. O primeiro chama-se “Cinquenta Sombras de Grey”, o segundo “Cinquenta Sombras Mais Negras” e o último “Cinquenta Sombras Livre”.

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