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Direcção do Fátima manda jogadores procurar trabalho noutros clubes

Sindicato dos Jogadores Profissionais de Futebol acusa o presidente do Fátima de eventual burla

Os jogadores do Fátima revelaram, após reunião no Sindicato dos Jogadores Profissionais de Futebol (SJPF) no dia 6 de Dezembro, que a direcção lhes sugeriu que procurassem clube, face à situação de salários em atraso, mas não garante que recebam o que lhes deve. O presidente do Sindicato, Joaquim Evangelista, admite accionar judicialmente o clube.

Edição de 11.12.2013 | Desporto
Os jogadores que se mostraram dispostos a continuar a defender as cores do Centro Desportivo de Fátima voltaram a pedir ajuda para resolver o problema.”Esta semana os dirigentes que ainda vão aparecendo comunicaram que o futebol sénior poderá estar em causa. Disseram aos jogadores para irem à sua vida e procurarem clube em Janeiro e os que ficarem reduzam os salários”, começou por dizer o capitão Jorge Neves.A situação financeira do clube leva a que muitos dos jogadores do Fátima, quarto classificado no grupo F do Campeonato Nacional de seniores, não tenham ainda recebido qualquer salário desde o início da temporada, enquanto outros receberam apenas um.“É triste vir aqui a esta reunião. Queremos jogar, não queremos parar e deveríamos ser pagos para isso. Infelizmente esta época começámos a treinar a 15 de Junho, chegámos a Dezembro e não há condições”, frisou o capitão da equipa, que tem sido o porta-voz dos restantes jogadores.Jorge Neves disse não ser intenção faltar aos jogos, mas que na próxima jornada desconhece se haverá número de jogadores, face à hipótese de rescisões.O médio, de 26 anos, pediu ainda mais apoio da Federação Portuguesa de Futebol, que já entrou com uma verba para o fundo de garantia salarial, bem como das entidades locais e da Câmara Municipal de Ourém. “O grupo está todo unido, o Fátima tem sorte em ter um grupo como este. Queremos conseguir dinheiro para alguns jogadores conseguirem comer. Estamos aqui e esperamos que as coisas melhorem”, acrescentou.Do lado do SJPF, Joaquim Evangelista lembrou que se trata de uma “situação que não é nova no futebol português” e que “o afectado é sempre o mesmo protagonista, o jogador de futebol”.O dirigente lembrou que o sindicato já teve a oportunidade de accionar o fundo de garantia salarial, com a ajuda da FPF, e deixou críticas a Sérgio Frias, o presidente do Fátima, que acusou de ser responsável pela situação que se vive.“No Fátima foi constituída uma SAD, com um investidor brasileiro, com 90 por cento do capital e dez no clube. Investidor esse que não trouxe o capital proposto, abandonou e parece que a culpa morre solteira”, referiu Evangelista.O presidente do SJPF lembrou que as épocas são preparadas com a devida antecedência, que há compromissos assumidos e que não é admissível que não sejam honrados. “É este apelo que os jogadores fazem junto da FPF. Esta posição tem que ter consequências no futebol português e alertar os demais clubes que têm situações idênticas”, frisou o presidente do Sindicato, admitindo agir judicialmente.Joaquim Evangelista lembrou que Sérgio Frias dizia em Agosto que o passivo era de 200.000 euros e que actualmente estará nos 400.000. “Não aceito que este dirigente lave as mãos e não assuma a sua responsabilidade. Não é suficiente dizer que vai acabar com o futebol profissional ou com os contratos profissionais. Tem que responder pelos actos pelos quais foi o responsável. Naquilo que depender de nós tudo vamos fazer para o responsabilizar. Aliás vamos equacionar avançar com acções criminais. Há aqui, aparentemente, uma burla”, acusou o presidente do SJPF.

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