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Câmara não quer antigo hospital da Flamenga nem dado

Presidente de Vila Franca diz que no estado em que o edifício está é impensável comprá-lo
Edição de 11.12.2013 | Sociedade
A Câmara de Vila Franca não quer o edifício do antigo hospital da Flamenga, em Vialonga, nem dado. O presidente Alberto Mesquita (PS), salienta que no estado em que se encontra o edifício que ardeu recentemente “é impensável” a autarquia assumir a sua compra. “Temos outras prioridades de acordo com as nossas condições financeiras. O estado tem que cuidar daquilo que é seu”, sublinha deitando assim por terra as esperanças que alguns cidadãos tinham de ver o espaço recuperado. Na sequência do incêndio na noite de 30 de Novembro, os técnicos camarários vão agora avaliar a segurança da estrutura e é provável que se mande demolir o que resta do imóvel. O espaço propriedade do Estado está abandonado desde 1998 e ao longo dos anos já tinha sido alvo de inúmeros casos de vandalismo, num dos quais foram roubados mais de dois mil azulejos. O presidente da Junta de Vialonga, José António Gomes, garante que a possibilidade de recuperação das instalações é remota. O palácio foi intervencionado em 1999 para que pudesse servir de hospital de retaguarda. Foram gastos 350 mil euros em vários equipamentos que acabaram por ser encaminhados para o Hospital de Vila Franca de Xira. Desde essa altura que várias acções populares e moções da assembleia de freguesia têm apelado à defesa do imóvel. A origem do incêndio ainda está a ser investigada pelas autoridades mas tudo aponta para uma situação de fogo posto. Alguns bombeiros relatavam ter visto um indivíduo dentro do edifício mas este terá fugido. O espaço era composto por um edifício residencial seiscentista e por uma capela da mesma época. Serviu de sanatório para doentes pulmonares. Depois do 25 de Abril chegou a funcionar como hospital, até 1998. O executivo da junta declarou que a história de Vialonga fica mais pobre com esta perda.

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