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Praga nas palmeiras de Vila Franca e Benavente obriga câmaras a gastar milhares de euros

Praga nas palmeiras de Vila Franca e Benavente obriga câmaras a gastar milhares de euros

Dois municípios da região, Vila Franca de Xira e Benavente são os mais afectados com mais de 100 casos
Edição de 11.12.2013 | Sociedade
Ao ritmo a que a praga se está a desenvolver, Vila Franca de Xira e Benavente arriscam-se a perderem grande parte das palmeiras que estão no espaço público. O escravelho vermelho, que já atacou no Algarve e na área da grande Lisboa, está a afectar sobretudo os municípios do Vale do Tejo que se situam mais a sul. Ao todo os dois municípios já identificaram mais de 130 palmeiras doentes que o mais certo é terem que ser abatidas. Vila Franca, com 80 casos, tem o maior número. Os custos de abate, necessário para evitar a propagação da praga, podem chegar com facilidade aos mil ou dois mil euros. O tratamento preventivo custa, no mínimo, 400 euros por ano por cada palmeira. Em Vila Franca o município já foi obrigado a gastar 4500 euros só em tratamentos. A praga já chegou a Almeirim onde já foram abatidas duas árvores e na Chamusca já há alguns casos suspeitos que estão a ser analisados pelo município, depois de terem sido também cortadas duas árvores.Mais a norte do distrito de Santarém a praga ainda não se fez sentir e Golegã, Torres Novas e Abrantes garantem que para já não há casos identificados. Atendendo a que o escaravelho pode fazer voos contínuos de cinco quilómetros não é de admirar que daqui a uns dias a doença apareça nestas zonas. Contactados por O MIRANTE, a maioria dos municípios admitiu estar a realizar o controlo das palmeiras. No caso de Benavente está a ser utilizado o fitofármaco “confidor”, que é recomendado pela Direcção Geral de Agricultura e Veterinária. Uma das preocupações diz respeito às palmeiras que são propriedade de particulares. A falta de manutenção e os elevados custos dos tratamentos levam muitos donos de palmeiras a ignorar o tratamento. A praga foi detectada pela primeira vez em Portugal em 2007 e nas árvores da região entre o final de 2011 e durante o ano de 2012. O escaravelho, que é oriundo da Indonésia, expandiu-se a partir da importação de palmeiras do Egipto para a Europa. O escaravelho vive e alimenta-se no interior das bases das folhas e dentro do tronco, pelo que é difícil de detectar. Necessita de três a quatro meses para completar o ciclo de ovo a adulto. A fêmea pode pôr entre 300 e 400 ovos, pelo que a capacidade de reprodução e colonização deste insecto é enorme. As larvas permanecem sempre dentro da palmeira, alimentando-se dela. As palmeiras infestadas podem não mostrar qualquer sintoma durante vários meses.
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