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Trabalhadores no desemprego para a Segurança Social poupar no refeitório

Não quis pagar aumento de renda mas mantém despesas com político director distrital
Edição de 11.12.2013 | Sociedade
A decisão é claramente economicista. A Segurança Social não quis pagar a actualização para o dobro da renda que era de 300 euros e entregou ao senhorio as instalações onde funcionava o refeitório dos trabalhadores do Centro Distrital de Santarém. Com esta decisão a Associação dos Trabalhadores da Segurança Social de Santarém, que explorava o equipamento, viu-se obrigada a fazer o despedimento colectivo dos cinco trabalhadores que tinha ao serviço. Contribuindo à força para a chaga do desemprego e engrossando os custos do Estado com subsídios.“Não estávamos preparados para isto. As casas do pessoal não estão vocacionadas para despedir pessoas”, refere o presidente da associação. Luís Galrinho não esconde a irritação por ver que se corta num serviço social mas não nas despesas com o cargo de nomeação política do director distrital, função que podia ser exercida por um funcionário do quadro. Tiago Leite, militante do CDS-PP, deixou as funções de empregado bancário para ir ganhar mais de três mil euros, incluindo despesas de representação, na Segurança Social de Santarém. Tiago Leite, é na região, aquele que continua a exercer o cargo por nomeação política, quando em outros organismos, como a direcção de agricultura ou instituto de emprego onde as direcções são assumidas por funcionários do quadro. Galrrinho também não compreende porque é que não entregaram antes outros edifícios arrendados na cidade e se prefere acabar com um serviço que já vinha de antes do 25 de Abril de 1974 e que desde 1997 era assegurado pela associação de trabalhadores. Que fornecia diariamente entre 130 a 140 refeições. Sendo também um auxílio a muitos reformados que iam buscar a comida ao refeitório. Cada refeição custava o valor equivalente ao subsídio de almoço: 4,27 euros.A associação de trabalhadores além de ter passado pelo constrangimento de despedir pessoas ainda teve de arranjar cerca de 21 mil euros para pagar indemnizações aos trabalhadores, um deles já com 11 anos de funções. Para Luís Galrinho com esta decisão a Segurança Social está a mostrar que “passa ao lado das questões sociais”, apesar de ser uma entidade vocacionada para a solidariedade social. O que mais custa ao presidente da associação é não ter havido sequer uma palavra de conforto por parte dos dirigentes do centro distrital de Santarém e de não se terem preocupado com a vida dos trabalhadores, apesar da questão do despedimento lhes ter sido colocada. Luís Galrrinho sublinha que os vários directores que passaram pelo centro distrital não se preocuparam em arranjar instalações próprias para o refeitório, ao contrário do que aconteceu em outros distritos. Lar de S. Domingos passa para a MisericórdiaA Segurança Social passou também a gestão que tinha há anos do lar de idosos de S. Domingos para a Misericórdia de Santarém. O contrato válido por três anos e renovável por iguais períodos, prevê que as instalações continuem na posse do Estado. Através de um acordo de gestão a Misericórdia fica como fiel depositária do imóvel e garante o funcionamento da valência que tem 65 utentes e duas dezenas de funcionários.

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