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São Silvestre de Santarém pronta para ir para a estrada

São Silvestre de Santarém pronta para ir para a estrada

Número de atletas inscritos é maior do que na primeira edição mas a organização queria mais

Cerca de quatro centenas de atletas, 13 deles em cadeiras de rodas, vão correr no dia 21 de Dezembro, a segunda corrida de São Silvestre de Santarém. A organização queria mais, mas o facto de ser uma época em que se realizam muitas provas no país é um obstáculo ao seu crescimento.

Edição de 18.12.2013 | Desporto
A Corrida de São Silvestre de Santarém 2013 está pronta para ir para a estrada. Só falta chegar o dia 21 de Dezembro e as 15h00, dia e a hora marcada para o início da prova que a organização pretende seja uma prova exemplar para atletas e acompanhantes.O director da prova, Tiago Simões, garante que está tudo preparado para que os atletas se sintam bem. “Temos trabalhado com vontade para que tudo esteja em ordem. As inscrições têm decorrido em bom ritmo e principalmente no que diz respeito aos atletas em cadeiras de rodas o número de inscrições é extraordinário. Temos 13 atletas inscritos, um número que supera tudo o que imaginámos”, garante.O percurso da prova principal foi alterado para ir ao encontro dos atletas. “O ano passado tivemos um pequeno problema com um erro do percurso, conseguimos dar a volta a isso sem prejuízo para os atletas. Foram eles que no final acabaram por nos dizer que o percurso era melhor pelo local do engano e por isso fomos ao seu encontro e mudámos o percurso por aí”, afirmou Tiago Simões.“Uma segunda passagem pelo Jardim da Liberdade dá outro encanto à corrida, é ali que se junta a maior parte da assistência”, referiu o técnico. Esta mudança resulta também de uma análise cuidadosa feita pela organização para não repetir erros do passado. “Não tivemos grandes problemas o ano passado, mas entendemos que há sempre coisas a melhorar, foi isso que fizemos e acreditamos que este ano os atletas ainda valorizem mais a sua participação”, garante o director da prova.Para Tiago Simões a prova scalabitana tem um uma margem de crescimento enorme. “O nosso problema, neste momento, é de termos que competir com várias São Silvestres que se realizam em Portugal. Provas que já estão no terreno há muitos anos. O que vamos tentar é melhorar as coisas de ano para ano, para que os atletas se sintam bem. Queremos crescer gradualmente de ano para ano. Sabemos que não podemos ter um recorde assim de repente”.Não há prémios monetários, mas isso não preocupa o director da prova. “Não temos prémios monetários, mas temos prémios aliciantes, tanto para os cinco como para os dez quilómetros. Para além do troféu os vencedores recebem também um cartão que lhe permite entrada livre nas instalações do Complexo Aquático de Santarém durante toda a época balnear 2014. Este é um prémio bastante valioso. Depois há toda outra panóplia de troféus e lembranças de excelente categoria”, garante o director da prova.Tiago Simões apela à participação dos clubes do distrito de Santarém. “É para eles que trabalhamos, gostava que os clubes do distrito de Santarém se envolvessem um pouco mais. Sinto que por vezes falam mas não valorizam nem dinamizam o que é nosso. Preferem ir para outros lados às vezes porque é um euro ou dois mais barato, esquecendo-se do que gastam na deslocação”.Ao todo estão inscritos cerca de quatrocentos atletas, a maioria na prova grande. É nas inscrições para a corrida infantil que Paulo Simões encontra algum motivo de frustração. “São muito poucas inscrições nos escalões jovens, é pena que isso aconteça, porque até conseguimos um prémio bem aliciante e afinal os jovens não corresponderam”.Uma coisa é certa, a organização está preparada para tudo e garante que os atletas podem vir com segurança a Santarém. “Temos uma grande mobilização de voluntários para acompanharem a prova. A PSP está totalmente connosco para dar indicações de trânsito e darem garantia aos atletas. Temos também a garantia da empresa que está a fazer as obras na cidade que tudo vai estar em condições para o dia da prova. Contamos ainda com a disponibilidade total dos nossos bombeiros”.O acompanhamento do estado físico e de saúde dos atletas também é seguido ao pormenorO estado físico e de saúde dos atletas vai estar acompanhado durante toda a prova. No local, para além dos organizadores da corrida e dos voluntários, vão estar os bombeiros e duas equipas de socorristas preparados para acudir a qualquer problema que possa vir a acontecer. Lino Pereira é um socorrista experiente e um dos coordenadores de uma das equipas que vão estar atentas a qualquer percalço que possa acontecer a algum atleta. “Estamos preparados para tudo. Temos material para todas as situações. Eu vou acompanhar os atletas durante todo o percurso, mas temos a equipa preparada para qualquer eventualidade. Desde talas imobilizadoras até ao oxigénio, temos tudo em ordem para trabalhar em conjunto com os bombeiros”, garante.Contudo Lino Pereira não deixa de dar alguns conselhos aos atletas. “Vamos ter um dia frio, como é natural nesta ocasião, por isso aconselho os atletas a virem preparados para isso. Devem utilizar equipamentos quentes, em vez de uma podem usar duas camisolas térmicas e tapar a cabeça com um gorro, para evitar o vento frio na cabeça”.Na questão muscular e articular, Lino Pereira refere que o aquecimento antes da prova é importante para evitar lesões. “Um bom aquecimento é determinante, não é preciso ser muito extenso, dez minutos de movimentos certos é o bastante”, garante, acrescentando que uma boa recuperação no final da prova é também especialmente benéfico.Quanto à alimentação, Lino Pereira garante que os atletas devem escolher bem a hora e os alimentos para os ingerir. “Para os que correm à tarde é no almoço que devem investir. Devem comer entre duas horas e meia ou três horas antes da prova. No caso dos atletas que vão correr à noite, devem comer um lanche forte, sobretudo em alimentos calóricos, mas que sejam de fácil digestão”.Ana Margarida Duarte quer voltar a lutar pela vitóriaA atleta do CCD “O Alvitejo”, Ana Margarida Duarte fez história ao vencer a primeira edição da São Silvestre de Santarém. “Uma prova que me deu bastante alegria vencer. Foi um entusiasmo muito grande. Estava na minha região e a correr a primeira edição da prova, quando cheguei ao fim e vi que tinha vencido, foi fantástico”, disse.Para a atleta a São Silvestre de Santarém pode vir a ser uma das melhores do país. “Para mim a prova de Santarém pode vir a ser muito grande. Neste momento o grande entrave para o seu crescimento é o preço das inscrições, 12 euros para correr num tempo de crise pesa no bolso dos atletas. Mas penso que isso pode ser modificado no futuro, a organização é boa e acredito que se venham a debruçar sobre o assunto”.Quanto à sua participação este ano, Ana Margarida Duarte garante que não sabe o que vai ser. “Vou para defender a minha vitória do ano passado. Mas nesta altura ainda não estou na melhor forma, tenho estado ligeiramente lesionada. Estou preparada para sofrer e depois logo se vê”, disse.
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