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Associação Profissional da Guarda reclama condições condignas para militares do posto de Salvaterra

Associação Profissional da Guarda reclama condições condignas para militares do posto de Salvaterra

Organização aponta dedo ao Ministério da Administração Interna e pede que intervenha com urgência pois as actuais instalações encontram-se em estado deplorável.

Edição de 18.12.2013 | Sociedade
Na sequência da notícia de O MIRANTE sobre o facto do posto da GNR de Salvaterra de Magos continuar a funcionar em condições deploráveis (ver edição 5.Dezembro.2013) a Associação dos Profissionais da Guarda (APG) “não quer acreditar” que se equacione o regresso dos profissionais à camarata do posto sem qualquer intervenção e que se pretenda assim colocar em risco os profissionais ao terem que pernoitar num espaço que representa um perigo real para a saúde. A APG afirma também que são “muitas as vezes que no posto não existe água quente por haver necessidade de substituição do esquentador”. Além disso “existem ratazanas e chove no interior como na rua”. A associação aponta o dedo ao Ministério da Administração Interna que, diz, é o responsável por “proporcionar” condições de funcionamento e alojamento para os profissionais da GNR, pedindo que “intervenha com a merecida urgência”.No final do comunicado sobre o assunto, a APG espera que da parte da tutela haja a “consciência da gravidade” da situação e que se proceda com a merecida “celeridade” no sentido de se encontrar “definitivamente instalações condignas para os profissionais e cidadãos que se desloquem ao posto de Salvaterra de Magos. A APG já reuniu com o presidente da Câmara de Salvaterra, Hélder Esménio (PS), referindo que este se mostrou bastante “preocupado” com o futuro dos guardas e demonstrou “total abertura em ajudar a resolver o problema”.Recorde-se que, como O MIRANTE tem noticiado, em Janeiro deste ano a então presidente da Câmara de Salvaterra de Magos, Ana Cristina Ribeiro (BE), anunciou a candidatura a fundos comunitários da requalificação e adaptação de uma antiga escola primária, para ali instalar a GNR. No entanto, em reunião recente com o director-geral das Infra-Estruturas e Equipamentos do Ministério da Administração Interna, foi comunicado ao novo presidente do município que obras para quartéis da GNR não eram elegíveis no Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN). Sem fundos comunitários a obra ficou na gaveta, até porque, diz Esménio, o Estado não tem dinheiro para estas intervenções. Caricato é que Ana Cristina Ribeiro assinou no último dia em funções um contrato com uma empresa para fazer o projecto de intervenção na escola, no valor de 25 mil euros. Hélder Esménio revela que agora mandou suspender o contrato porque não adianta mandar fazer um projecto para ficar na gaveta e sem garantias de realização dos trabalhos. Recorde-se que estava prevista a assinatura de um protocolo de colaboração com o ministério que nunca chegou a ser assinado por este. Em Setembro, pouco tempo antes das eleições, é que o Governo respondeu dizendo que “se perdeu a oportunidade de estabelecer a parceria” e que não estavam reunidos todos os elementos para se avançar com as obras.
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