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Câmara de Alpiarça reforça verbas no orçamento para apoiar carenciados e colectividades

Oposição critica falta de investimento e não se ter apostado em programa ambicioso para as comemorações do centenário do concelho
Edição de 18.12.2013 | Sociedade
O orçamento da Câmara Municipal de Alpiarça para 2014, num valor seis milhões e 780 mil euros (menos cerca de 1.5 milhões de euros do que o de 2013), é considerado pelo presidente do município, Mário Pereira (CDU), como um orçamento que reflecte a situação financeira “difícil” que o país atravessa. O autarca explicou em sessão camarária que apesar deste orçamento ser também de transição entre dois quadros comunitários (o QREN termina a 31 de Dezembro deste ano e o novo quadro arranca no início de Janeiro) o executivo vai procurar continuar a responder às necessidades da população.Mário Pereira referiu que vai haver um reforço na acção social, nomeadamente na ajuda alimentar a situações de emergência, refeições escolares, e pretende consolidar a utilização do cartão do idoso, com benefícios para os mais velhos do concelho. As bolsas de estudo a alunos do ensino superior vão manter-se e o município aguarda que se concretize o projecto CLDS + (Contrato Local de Desenvolvimento Social) assinado em 2013 com o Ministério da Solidariedade Social. Vai continuar também o apoio ao movimento associativo.Para 2014, a autarquia prevê fazer arruamentos no Frade de Cima e requalificar a zona envolvente à escola do primeiro ciclo nessa localidade, sendo que o projecto já está concluído. O projecto para a construção de um campo de futebol de 7 no Casalinho também apenas à espera do desbloqueamento de verba do QREN para avançar. É intenção da maioria comunista avançar também com obras de requalificação e ampliação do jardim municipal, requalificação do mercado municipal e requalificação do edifício da escola velha. No entanto, no caso da requalificação do edifício da escola velha, Mário Pereira explica que houve um revés no processo. O Governo comprometeu-se a apoiar esta obra mas entretanto a União Europeia não aceitou avançar com a intervenção. “Estamos a procurar um novo enquadramento para podermos avançar com as obras de recuperação deste edifício”, justificou o autarca. O executivo está ainda a analisar a possibilidade de servir toda a Zona Industrial de Alpiarça com fibra óptica para facilitar o acesso à internet naquele local. Estão também previstas algumas iniciativas (ainda não decididas) para assinalar o centenário do concelho que se comemora no dia 2 de Abril do próximo ano.Os vereadores da oposição, Francisco Cunha (movimento independente Todos por Alpiarça [TPA]), e Pedro Gaspar (PS) criticaram a falta de tempo que tiveram para ler um documento “tão extenso e tão importante”. Pedro Gaspar ficou satisfeito com o facto do executivo comunista ter aproveitado a proposta da campanha socialista para dotar a zona industrial de fibra óptica. E sugeriu que fossem colocadas bancadas no auditório dos paços do concelho onde se realizam as assembleias municipais uma vez que, considera, os eleitos “não têm condições” para trabalhar. A terminar, criticou o facto de “não haver” um programa “ambicioso” para as comemorações do centenário do concelho.Francisco Cunha criticou a “falta de investimento” previsto para o próximo ano para o concelho. “Não vejo um investimento que possa melhorar o concelho e a vida das pessoas. Estas Grandes Opções do Plano são tão pobres que quase não dá vontade de comentar”, lamentou. O documento foi aprovado por maioria com uma abstenção do vereador socialista e um voto contra do vereador do TPA.

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