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Jovem que enforcou a namorada diz que estava “cego” quando cometeu o crime

Jovem que enforcou a namorada diz que estava “cego” quando cometeu o crime

Vasco Rosa, 30 anos, não conseguiu explicar ao colectivo de juízes porque tomou a decisão de matar a companheira, após uma vulgar discussão conjugal. Julgamento arrancou no dia 16 de Dezembro.

Edição de 18.12.2013 | Sociedade
“Não consigo explicar porque fiz uma coisa destas a uma pessoa que eu amava tanto. É certo que a matei, mas não a queria matar. Estava cego”, disse em tribunal Vasco Freitas, 30 anos, que responde pelo crime de homicídio qualificado cometido, em Março deste ano, contra a sua companheira Carina Fernandes. A primeira sessão do julgamento decorreu na tarde de segunda-feira, 16 de Dezembro, no Tribunal de Tomar. À audiência compareceram mais de 50 pessoas, a maioria da freguesia de Olalhas, palco da tragédia. A família da vítima pede uma indemnização de 351 mil euros por danos patrimoniais e não patrimoniais. O arguido, que era pedreiro, está preso no estabelecimento prisional de Leiria.Sempre cabisbaixo, foi interrogado durante mais de uma hora pela presidente do colectivo de juízes, mostrando-se arrependido pelo que fez. Confirmou que usou um cordel das calças de um fato de treino para estrangular a companheira, Carina Fernandes, de 24 anos, com quem namorava há sete anos, após o que a deixou pendurada na dobradiça de uma porta, o que levou à asfixia da jovem até à morte. O crime aconteceu na madrugada de domingo, 10 de Março, após uma discussão do casal. O arguido disse que teve um sábado normal e foi buscar a namorada ao café onde esta trabalhava pelas 15h00. Em seguida foram para um pinhal apanhar cogumelos e combinaram dar um passeio ao Alentejo, no dia seguinte. Depois do jantar, foram beber um café ao estabelecimento onde Carina trabalhava quando um grupo de amigos os convidou para irem beber um copo à associação. “Eu não quis ir mas ela queria. Acabou por vir comigo para casa, chateada. Fiquei na sala a ver televisão e ela foi para a cama. Uma hora depois veio-me chamar e foi aí que começámos a discutir”, contou o arguido. Vasco Freitas disse que, na sequência da violenta discussão, acabou por ser atingido com um ferro de engomar na cabeça e disse que se ia embora, dirigindo-se para o quarto de vestir. Quando estava a atar os sapatos, Carina apareceu novamente e arranhou-o nas costas. Nessa ocasião, olhou para umas calças do fato-de-treino e tirou o cordão. “Fiquei cego”, disse. para explicar o que aconteceu em seguida. Vasco Freitas dirigiu-se, para a Barragem do Castelo do Bode. A sua intenção era suicidar-se mas, diz, “caiu em si”, e entregou-se na GNR de Tomar. No tribunal disse ainda que as discussões entre os dois eram frequentes desde o primeiro ano de namoro, tal como a troca de agressões, sendo usual aparecer com a cara arranhada. “Apesar disto, ela gostava de mim e eu ainda gostava mais dela e por isso nunca nos deixámos”, disse à juíza, quando esta o questionou por que é que, com uma relação com este historial de agressões, não decidiram ir cada um para seu lado.
Jovem que enforcou a namorada diz que estava “cego” quando cometeu o crime

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