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Moradores da Choromela continuam a ter que ir buscar o correio fora do prédio

Moradores da Choromela continuam a ter que ir buscar o correio fora do prédio

Há vinte e três anos que a correspondência é depositada num bloco de apartados em Tomar e nem um abaixo-assinado resolveu o assunto.

Edição de 18.12.2013 | Sociedade
O abaixo-assinado, desencadeado em Abril de 2011, por um conjunto de moradores do Bairro da Nabância, na zona da Choromela, em Tomar, que reivindicava o encerramento da bateria de receptáculos individuais de correio (uma espécie de apartado denominada BRIC) não surtiu qualquer efeito. Os cerca de 180 moradores continuam a ter que sair dos prédios onde vivem, para ir buscar a correspondência a um bloco anexo, e indicar o n.º de BRIC sempre que dão a morada num serviço ou instituição. A situação já há muito que é reclamada junto dos CTT, sem sucesso. A instituição também não respondeu ao pedido de esclarecimentos enviado por O MIRANTE. O descontentamento dos moradores, que exigem a colocação de caixas de correio normalizadas em cada um dos blocos residenciais, “como as pessoas normais”, já foi noticiado no nosso jornal em 2006 e 2011 mas a situação mantém-se como há 23 anos quando o BRIC foi instituído por via de um acordo entre os CTT e a Cooperativa da Nabância. A intenção era facilitar o trabalho dos funcionários dos Correios, uma vez que foram concentradas no mesmo espaço físico 180 caixas de correio. “Isto não se vê em lado nenhum. Apenas queríamos receber o correio como toda a gente. Mesmo que ponha uma caixa de correio à porta, acabam sempre por colocar as cartas aqui”, atesta Elvira Rita que comprou ali um apartamento há vinte anos. O problema, dizem estes moradores, é que o espaço é alvo frequente de acções de vandalismo e usado para a realização de necessidades fisiológicas. Há muito tempo que a fechadura da porta de acesso ao BRIC foi arrombada, possibilitando que qualquer pessoa ali entre, e não há luz eléctrica no interior do espaço que ainda se torna mais exíguo devido ao acumular de panfletos de publicidade. Alguns moradores alegam ter medo de ir buscar o correio à noite, receando que esteja algum meliante escondido, e também já ali foram surpreendidos casais de adolescentes a namorar. Os moradores consideram que a situação se mantém devido ao facilitismo de que beneficiam os funcionários dos CTT mas que este sistema “tem prejudicado os residentes”, alegando que os mesmos não recebem o correio a tempo e horas. Esta situação leva ainda a que os moradores recebam correspondência trocada, o que muitas vezes leva ao corte de água e luz fazendo com que os moradores paguem multas avultadas, juros de mora e taxas de reactivação de serviços.“A situação tem vindo a piorar com o correr do tempo. Recebi uma carta no dia 25 de Outubro para ir a uma consulta no dia 21 mas também conheço casos de pessoas que já ficaram sem luz ou água por não receberem os avisos a tempo”, refere Ana Isabel Santos, acrescentando que a situação complica-se, do ponto de vista burocrático, uma vez que todos os residentes teriam que mudar a sua morada. António Brito Martins mora no bairro há vários anos e tem outro testemunho: “Já me arrombaram as caixa de correio e fiquei sem as cartas”, exemplifica, desfiando um novelo de queixas.Sentindo-se de mãos e pés atados porque ninguém assume a culpa da situação e não tendo uma administração de condomínios que os represente legalmente, os moradores pensam em expor a situação numa reunião pública da Câmara de Tomar para que a autarquia intervenha no processo. “Não podem existir munícipes de primeira e de segunda”, consideram.
Moradores da Choromela continuam a ter que ir buscar o correio fora do prédio

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