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Pais e alunos de terras mais distantes satisfeitos com centralização da escola em Mação

Pais e alunos de terras mais distantes satisfeitos com centralização da escola em Mação

Ministro inaugurou Escola Básica nº 1 e ouviu pedidos para olhar para o bem-estar das pessoas
Edição de 18.12.2013 | Sociedade
O novo bloco da Escola Básica 1º Ciclo de Mação já está ao serviço há algum tempo mas o Ministro da Educação foi inaugurá-lo formalmente no dia 10. Nuno Crato que, em resposta a uma pergunta de O MIRANTE sobre o que conhecia de Mação se limitou a dizer que estava a gostar de lá estar, não levou consigo qualquer novidade para dar, limitando-se a ouvir o presidente da câmara, Vasco Estrela (PSD), lembrar-lhe a necessidade de se implementarem políticas que tenham por objectivo o bem-estar das populações e não apenas questões económico-financeiras.O edifício inaugurado foi apontado como exemplo dessa política porque, disse Vasco Estrela, criou “melhores condições de trabalho para os professores e alunos”. Composto por cinco salas e um salão multiusos, o novo Bloco C da Escola Básica de Mação representou um esforço financeiro de um milhão e 117 mil euros, com uma comparticipação de 771 mil euros ao abrigo do Programa Operacional Regional do Centro - “Mais Centro” sendo o restante valor suportado pela autarquia. “É uma escola simples, sem luxos, mas com qualidade e que aproveita espaços existentes”, referiu.O estabelecimento de ensino está a receber crianças de freguesias onde as escolas encerraram por terem menos de 21 alunos, albergando actualmente um total de 235 alunos. Alguns, como é o caso dos da freguesia de Envendos, que fica a quinze quilómetros, têm todos os dias pela frente deslocações que lhes ocupam mais de uma hora em transporte assegurado pela autarquia mas, a avaliar pelas opiniões recolhidas junto de professoras por O MIRANTE a situação é aceite pacificamente quer pelos pais, quer pelas próprias crianças.“Já lhes perguntei se preferiam estar na escola da aldeia ou aqui e eles dizem imediatamente que preferem aqui”, afirma Perpétua Marques, educadora e coordenadora da escola. Segundo ela, “apesar de ser uma escola de interior, oferece condições que muitas escolas de outros pontos do país não oferecem porque funciona com uma disponibilidade de horário que serve os pais, quer de manhã, quer à tarde, e tem um leque variado de actividades extracurriculares que vão desde a música, informática, inglês e expressão plástica”. Eulália Ribeiro, educadora e coordenadora do departamento pré-escolar, complementa aquela opinião. “Para as crianças é uma experiência muito mais enriquecedora, têm outras condições, têm mais convívio, usufruem de outras estruturas, como a biblioteca, que na escola da aldeia não tinham porque estavam mais isolados”.Nuno Crato terminou a visita a Mação na EB 2,3/S, sede do agrupamento de escolas Verde Horizonte, onde participou numa cerimónia com a presença dos 28 professores timorenses que estiveram durante cerca de 2 meses a estagiar em escolas portuguesas, no âmbito de um protocolo entre a República Portuguesa e o Governo de Timor. A cerimónia contou com um apontamento cultural com a declamação de um poema de Fernando Pessoa e ainda um momento de fado protagonizado por Francisca Correia, aluna do Ensino Profissional.
Pais e alunos de terras mais distantes satisfeitos com centralização da escola em Mação

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