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Perigo na secundária Gago Coutinho em Alverca com saídas de emergência tapadas

Perigo na secundária Gago Coutinho em Alverca com saídas de emergência tapadas

Portas foram bloqueadas pelas obras que estão paradas há dois anos

Dois blocos da secundária Gago Coutinho em Alverca, frequentados por 600 alunos, têm as saídas de emergência tapadas pelas obras da Parque Escolar. A situação põe em risco a segurança dos alunos, professores e auxiliares.

Edição de 18.12.2013 | Sociedade
As saídas de emergência dos blocos B e C da Escola Secundária Gago Coutinho em Alverca, ficaram tapadas pelas obras no estabelecimento, da responsabilidade da Parque Escolar, e que estão paradas há dois anos. Uma fiscalização feita ao local aponta para uma situação de perigo para os cerca de 600 alunos que têm aulas no local. A situação é confirmada pelo director da escola, Sérgio Amorim, que se diz “muito preocupado” e apela a uma resolução rápida do problema. Na última semana, durante a realização do plano de segurança da escola, técnicos da Direcção-Geral dos Estabelecimentos Escolares (DGESTE) estiveram no local e constataram a situação, ordenando que a escola contactasse a Parque Escolar para que os acessos às saídas de emergência sejam reabertos. A escola fez o contacto mas não recebeu resposta. A resolução do problema não está a ser fácil porque a construtora contratada pela Parque Escolar avançou com um processo judicial contra o Estado por não ter sido ressarcida dos prejuízos causados pela suspensão das obras em 2011. Já tinham sido investidos à data oito milhões de euros.Se as portas principais dos blocos ficarem obstruídas os alunos não têm forma de sair dos edifícios no caso de haver, por exemplo, um incêndio. “Tem de haver uma solução para isto porque é uma situação potencialmente perigosa”, refere Sérgio Amorim a O MIRANTE. Também Maria Leite, representante da associação de pais, critica a situação. “Se hoje houver um incêndio ou um acidente as pessoas não têm essas saídas asseguradas. A obra não foi acabada nem preparada para uma fase de transição”, lamenta. Um dos espaços que estavam a ser construídos está pronto a funcionar mas não pode ser usado pelos alunos. Tem ginásio, salas de informática, salas de formação de electricidade e uma sala de apoio para os professores. O material e o edifício estão a degradar-se rapidamente. O novo presidente da Câmara de Vila Franca de Xira, Alberto Mesquita, propôs ao Ministério da Educação refazer o projecto. Disse que a câmara está disponível para avançar com o dinheiro para a conclusão de uma parte das obras, sendo ressarcida pelo Estado desse investimento. O ministério limitou-se a dizer que não está prevista qualquer cabimentação no orçamento de estado do próximo ano que permita concluir a obra da Gago Coutinho, que tem 1160 alunos no horário diurno e meio milhar no pós-laboral.
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