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Politécnicos da região começam a preparar-se para a reorganização da rede de ensino superior

Em Santarém está em curso um estudo de viabilidade a parcerias, fusões ou consórcios com outras instituições do ensino superior. Em Tomar, a oferta formativa tem vindo a ser repensada desde 2008 e o próprio modelo organizativo da instituição sofreu alterações, nomeadamente ao nível da concentração de serviços e dos recursos humanos.

Edição de 18.12.2013 | Sociedade
O Instituto Politécnico de Santarém (IPS) está a fazer um estudo de viabilidade a parcerias, fusões ou consórcios com outras instituições do ensino superior, no âmbito do processo de reorganização da rede iniciado pelo Ministério da Educação e Ciência. Jorge Justino, presidente do IPS, disse à agência Lusa que o estudo visa analisar quais os ganhos e a racionalização que a parceria com outra ou outras instituições poderá trazer, não havendo ainda qualquer decisão nesse sentido.Frisando que essa discussão está a decorrer internamente, Jorge Justino disse que, paralelamente, o IPS está a preparar o seu plano estratégico até 2020. O presidente do IPS apontou a situação singular de Santarém, que em termos territoriais se insere na Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo, mas, do ponto de vista dos financiamentos, integra a CCDR do Alentejo.Se os órgãos regionais de coordenação da rede e da oferta formativa do ensino superior público forem constituídos ao nível das NUT II (Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional), como tem sido sugerido, o IPS poderá integrar a CCDR Alentejo, tendo, aliás, participado numa reunião dessa estrutura com o secretário de Estado do Ensino Superior. Contudo, para Jorge Justino isso não inviabiliza a realização de parcerias com instituições de CCDR diferentes.O Instituto Politécnico de Tomar (IPT), também no distrito de Santarém, integra a CCDR Centro, defendendo o seu presidente, Eugénio de Almeida, que seja “muito bem definida a constituição e as competências” dos órgãos regionais de coordenação da rede que vierem a ser criados, concordando que eles surjam ao nível das NUT II. Para Eugénio de Almeida, para haver fusão de instituições “terá que haver uma clarificação de qual é o ganho, ponderar muito bem o que se ganha”.“O debate das fusões ainda não foi feito”, disse à Lusa, sublinhando que se a ideia é apenas reduzir custos não se trata de fusão mas sim de extinção. No caso do IPT, a oferta formativa tem vindo a ser repensada desde 2008, tendo desde então sido encerradas seis licenciaturas, e o próprio modelo organizativo da instituição sofreu alterações, nomeadamente ao nível da concentração de serviços e dos recursos humanos, disse. “Grande parte da reorganização está feita. Estamos agora a preparar a fase de desafios e oportunidades que se apresentam com o novo quadro comunitário”, afirmou.Num despacho de Outubro, o secretário de Estado do Ensino Superior pediu às instituições que enviem, até final deste mês, contributos sobre a constituição dos órgãos regionais, a consolidação da rede (nomeadamente através de fusões ou consórcios), indicadores para a definição de um modelo de financiamento e um plano de melhoria de desempenho e de racionalização interna de cada instituição.O Governo quer ter prontas até Março de 2014 as grandes linhas da reforma do sistema de ensino superior público para que as instituições preparem os seus orçamentos para 2015 já com as mudanças reflectidas.

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