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Frederico Ribeiro Barreira

Frederico Ribeiro Barreira

Empresário de restauração, 38 anos, Santarém

“Aqui o meu restaurante parece o muro das lamentações. Diariamente convivemos com as pessoas, principalmente de uma faixa etária acima dos 50, que trabalharam a vida toda, guardaram as suas economias e agora devido à crise estão em situações complicadas”* * *“A actividade que nunca me imaginaria a exercer era a de político, sem dúvida. Critico-os mas não os invejo, apesar de serem eles a terem todas as regalias. Gosto muito de passar de cara limpa sem ter que olhar para os cantos”* * *“Sinceramente gosto mais do Inverno do que do Verão, gosto mais do frio. Gostava de ir, por exemplo, à Islândia. Agradam-me os países frios. Nasci em França e tenho saudades da neve”

Edição de 23.12.2013 | Agora falo eu
Prefere o Natal ou a passagem de ano?Prefiro o Natal, porque é uma época mais festiva e familiar, onde se reúne a família toda. É um momento de confraternização onde os miúdos se divertem a abrir prendas. É também mais religiosa, não vou à missa do Galo mas vou no dia de Natal.Qual seria um bom destino de férias para o Inverno, estação que agora começa?Sinceramente gosto mais do Inverno do que do Verão, gosto mais do frio. Gostava de ir, por exemplo, à Islândia. Agradam-me os países frios. Nasci em França e tenho saudades da neve.Lembra-se da última vez que escreveu um postal de Natal ou é um adepto das SMS?Envio mensagens escritas mais na passagem de ano para amigos e familiares mais chegados. Sinceramente já não me lembro da última vez que escrevi um postal à mão, agora utilizo as SMS e os e-mails.Que iguaria gastronómica aconselhava ao primeiro-ministro Passos Coelho nesta quadra natalícia?Sugeria-lhe o Coelho no espeto! (risos) Mas podia começar pelas típicas entradas como as iscas, salgadinhos, um pica-pau, jaquinzinhos fritos ou então a petinga de escabeche. Tudo light! (risos) A típica comida tradicional portuguesa.Como define o Ribatejo gastronomicamente falando?É uma região muito rica ao nível da gastronomia. Fiquei um pouco desagradado nas 7 Maravilhas, em que a representação de Santarém foi Almeirim com a Sopa da Pedra. Santarém não tinha um prato seu, ainda para mais quando o sorteio e afinal foi feita na cidade. Temos uma grande variedade de iguarias. Como diziam os antigos, o Ribatejo não precisava de ninguém. O que é que mudaria em Santarém?Principalmente o estacionamento. Quanto a mim tem muita influência no comércio tradicional e ao nível da hotelaria. Os meus clientes queixam-se muito e eu também. Há clientes que gostariam de vir cá mais vezes, mas perdem muito tempo para encontrar lugar e quando estacionam têm que pagar.Se tivesse que enviar uma mensagem de Natal para os políticos o que lhes escreveria?Tenham um bocadinho mais de consciência sobre a realidade do país. Com estas medidas de impostos, de afogamento da economia em geral o país não anda para a frente.Os portugueses aguentam mais austeridade em 2014?Não. Aqui o meu restaurante parece o muro das lamentações. Diariamente convivemos com as pessoas, principalmente de uma faixa etária acima dos 50, que trabalharam a vida toda, guardaram as suas economias e agora devido à crise estão em situações complicadas.Qual a profissão que nunca imaginaria exercer?A actividade que nunca me imaginaria a exercer era a de político, sem dúvida. Critico-os mas não os invejo, apesar de serem eles a terem todas as regalias. Gosto muito de passar de cara limpa sem ter que olhar para os cantos.Costuma dar atenção às decorações de Natal?Faço a árvore de Natal todos os anos e faço sempre um presépio XXL. Sou muito natalício e com as filhotas ainda tenho mais incentivo. O presépio tem quedas de água, movimento, bastantes figuras, iluminação, tudo ao pormenor.Ainda joga ao pião ou o nome do estabelecimento foi mera coincidência?Agora menos, mas já fui um grande jogador nos tempos da escola. A maioria dos piões que estão na decoração do estabelecimento foram todos ganhos no tradicional jogo do pião. O nome “O Peão” surgiu de forma engraçada, foi um cliente que disse que ofereceria um pião de grandes dimensões se fosse esse o nome escolhido para o estabelecimento. Esse senhor acabou por pintar um quadro e como era analfabeto escreveu com “e” e assim ficou “O Peão”.
Frederico Ribeiro Barreira

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