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União de Almeirim não consegue empréstimo para pagar dívidas e mantém posse do estádio

União de Almeirim não consegue empréstimo para pagar dívidas e mantém posse do estádio

Clube não pode utilizar estatuto de utilidade pública e ter isenção de impostos por dívida às Finanças
Edição de 23.12.2013 | Desporto
A estratégia para o União de Almeirim pagar as dívidas às Finanças e à Segurança Social e recuperar o estatuto de instituição de utilidade pública falhou. O líder da comissão administrativa que gere o clube, André Mesquita, não conseguiu arranjar um investidor que emprestasse dinheiro ao clube para liquidar as dívidas e beneficiar de um perdão fiscal de juros e custas processuais que o Estado concedeu aos devedores às Finanças e Segurança Social. O que representava um montante de cerca de 70 mil euros numa dívida que anda na casa dos 170 mil euros. Em Setembro quando entrou em funções a comissão administrativa a dívida era superior a 200 mil euros.André Mesquita ainda andou nas horas antes da assembleia geral do clube, na quarta-feira à noite, a tentar encontrar um privado que emprestasse o dinheiro ficando com o Estádio como garantia no caso de o clube não lhe pagar. O dirigente chegou a colocar a hipótese de ele próprio injectar capital no União mas concluiu que não o podia fazer por questões legais relacionadas com conflitos de interesses. Na reunião, que tinha como pontos a contratação de um empréstimo com um privado e a colocação do estádio em nome deste até integral pagamento do montante, foi explicada a situação e no final nenhum sócio quis intervir. Em declarações a O MIRANTE após a assembleia, André Mesquita justificou que não se conseguiu reunir as condições para fazer esta operação. E que não podendo garantir que as futuras direcções iriam cumprir o pagamento do empréstimo, que implicava também a liquidação de juros, não se podia correr o risco de o património do clube ficar nas mãos de privados. Realça que a solução que tinha idealizado permitiria dar algum fôlego financeiro ao União evitando-se despesas como o pagamento do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) e IRC de que estaria isento se não tivesse dívidas ao Estado.Agora a comissão administrativa vai tentar negociar com as Finanças e a Segurança Social um acordo de pagamentos que possa ser mais vantajoso para o clube. Situação que deve decorrer até às eleições que estão marcadas para 3 de Fevereiro. E às quais o actual líder da comissão administrativa não sabe ainda se concorre ao cargo de presidente da direcção. “Ainda tenho de reflectir sobre isso”, sublinhou. Destacando que nos últimos meses se conseguiu pagar quase todas as dívidas a fornecedores.André Mesquita destaca que neste momento o clube vive um grande momento de rejuvenescimento com um número de jogadores de que não há memória e que, refere, anda na ordem dos 200. Salientando que as equipas de juniores, iniciados e futsal estão em primeiro, que os seniores estão em segundo lugar e os juvenis em terceiro. Recorde-se que a meio do ano passado as Finanças fizeram uma penhora ao clube e puseram o estádio à venda em leilão electrónico por um valor de 169.365 mas não apareceram interessados e entretanto a penhora foi levantada.
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