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“Gosto de estar ao mesmo nível das pessoas que trabalham comigo”

“Gosto de estar ao mesmo nível das pessoas que trabalham comigo”

Isabel Coimbra - “Segredos de Vale Manso” - Galardão Mulher Empresária
Edição de 23.12.2013 | Galardão empresa do ano
Isabel Coimbra, responsável do hotel “Segredos de Vale Manso”, sobranceiro à Albufeira de Castelo de Bode, na Aldeia do Mato, é uma mulher orgulhosa que se sente realizada e que gosta de gerir as suas empresas ao cêntimo. Não tem medo do trabalho e gosta de estar ao mesmo nível e tratar de igual para igual os seus empregados. Tem 58 anos e é natural de Carreira do Mato, Abrantes. Sempre viveu em Lisboa, onde tirou um curso de engenharia civil no Instituto Superior Técnico. Trabalhou na Câmara da Amadora mas sempre teve o sonho de se lançar no negócio do turismo. Chegou a desenvolver um projecto para um hotel na região, que foi aprovado pela Câmara de Abrantes mas que não avançou. Em 2009 ganhou a concessão da praia fluvial da Aldeia do Mato, que foi distinguida com bandeira azul. Como faltava gente que quisesse trabalhar, foi Isabel a tratar de tudo: desde cozinhar o pão servido no café até à lavagem das roupas dos bungalows. Confessa que é uma pessoa desembaraçada que trabalha sem pudores e que não se deixa enganar com a falsa ideia de que ser empresária é só mandar nos outros. Em 2010, em leilão, comprou o hotel onde hoje se encontra e recuperou-o à sua imagem. Hoje dá trabalho a onze pessoas. Lamenta que a região seja pouco conhecida em Portugal e no estrangeiro e acusa os responsáveis do turismo de fazer pouco. Diz que a nova alteração nas regiões de turismo, que agrega Alentejo e Ribatejo, não faz sentido. Segundo ela, o Ribatejo devia ter a sua própria região de turismo, face à riqueza do seu património natural, gastronómico e arquitectónico. Gosta de viajar e já esteve em Espanha, França, Inglaterra e Irlanda.Sempre gostou de receber outras pessoas em sua casa e diz que ser mulher no mundo dos negócios é uma vantagem. Defende que as mulheres têm maior sensibilidade para os negócios enquanto que os homens são mais calculistas. Confessa que pensa pouco em si própria e no que gosta de fazer. Na sua opinião, qualquer pessoa que queira ser empresária conseguirá fazê-lo desde que se dedique de alma e coração. Critica os bancos por só darem atenção às pessoas que têm dinheiro. Ela própria já passou por isso quando estava a começar. Hoje tratam-na na palma das mãos.Vê com agrado o facto da economia dar sinais de retoma, embora tímidos e defende que Portugal deve apostar na exportação de produtos cuja qualidade é reconhecida internacionalmente, como o azeite ou o vinho. Não se quer reformar sem ampliar o hotel e ainda sonha vir a diversificar os seus negócios, seja num restaurante, noutro hotel ou num hostel.
“Gosto de estar ao mesmo nível das pessoas que trabalham comigo”

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