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Estrada intransitável na Ribeira Branca aguarda obras há oito anos

Estrada intransitável na Ribeira Branca aguarda obras há oito anos

Presidente da Câmara de Torres Novas refere que intervenção vai constar no orçamento de 2014

Alguns moradores da Rua 1.º de Maio não se podem deslocar de carro até casa e, no caso de uma urgência, também os meios de socorro não passam.

Edição de 23.12.2013 | Sociedade
A cena é algo insólita. Quem se desloca à Rua 1.º de Maio, na localidade de Ribeira Branca, no concelho de Torres Novas, encontra a meio da estrada um sinal de trânsito proibido e, alguns metros adiante, uma cratera, apenas com algumas fitas a sinalizarem o buraco. A situação arrasta-se há mais de oito anos, devido ao deslizamento de um talude que fez desaparecer parte da faixa de rodagem e, de acordo com os moradores, o problema não foi resolvido porque chegou a estar prevista uma intervenção a grande escala. “Queriam fazer ali uma obra que parecia quase um aeroporto. Isto, com pouco dinheiro, arranjava-se. Assim, nem uma coisa nem outra”, lamenta Laurindo Formiga, que mora na localidade há mais de 20 anos. O munícipe considera que este local é “um grande 31” uma vez que é perigoso para a segurança, afirmando que ainda não surgiram acidentes porque a aldeia já não tem muitas crianças que, como ele fazia em miúdo, andavam por ali a brincar. O presidente da Câmara Municipal de Torres Novas, Pedro Ferreira (PS), explicou a O MIRANTE que a reparação da Rua 1º de Maio na Ribeira Branca, em virtude das características do arruamento, chegou a merecer “um projecto de especial intervenção de valores significativos”, mas que o presidente do anterior executivo da junta propôs uma intervenção mais ligeira. O actual presidente da União de Freguesias de São Pedro, Lapas e Ribeira Branca defende a mesma estratégia e a obra, a definir tecnicamente, consta no plano e orçamento do município para 2014. “Brevemente, os serviços técnicos da autarquia e da junta de freguesia vão procurar a melhor solução, mais rápida e mais económica para o município”, garante o autarca. Até lá Pedro Martins vai continuar a carregar as compras do supermercado em braços até casa, uma vez que não pode levar o automóvel até à porta de casa. “Não se pode transportar nada e, se houver alguma emergência, uma ambulância não passa aqui”, exemplifica este morador. A situação, apesar de antiga, foi levantada recentemente, após uma comitiva do actual executivo da União de Freguesias de S. Pedro, Lapas e Ribeira Branca, onde são membros eleitos pela CDU Sérgio Formiga (secretário) e Sandra Lourenço (2ª vogal), terem visitado o local, para conhecer “in loco” o problema. “Apesar da insistência da anterior Junta de Freguesia da Ribeira Branca junto da câmara municipal no sentido da resolução urgente deste problema de segurança pública, o mesmo mantém-se. “A actual União de Freguesias pretende encetar todos os esforços no sentido da resolução deste problema”, garantem os eleitos da CDU. “Quando andavam em campanha eleitoral vieram cá e fizeram as promessas do costume. Pode ser que, como agora o presidente da junta é da mesma cor que a câmara, que a obra avance agora”, aguarda Laurindo Formiga.
Estrada intransitável na Ribeira Branca aguarda obras há oito anos

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