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Gestão da antiga Estação Zootécnica Nacional questionada

Edição de 23.12.2013 | Sociedade
Os deputados socialistas eleitos por Santarém questionaram a ministra da Agricultura sobre se “desconhece” a “real situação” do Pólo de Santarém do Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária (INIAV) e se o Governo está a ser “propositadamente negligente”.Num requerimento entregue no dia 19 de Dezembro no parlamento, os deputados Idália Serrão, António Gameiro e João Galamba acusam o INIAV de gestão “ineficiente” do Pólo de Santarém (antiga Estação Zootécnica Nacional), pondo nomeadamente em causa a concretização de projectos de investigação nacionais e internacionais.Os deputados afirmam que os serviços centrais do INIAV, que actualmente fazem a gestão administrativa e financeira do Pólo de Santarém, “não dão despacho a requisições de materiais necessários ao desenvolvimento dos projectos”.Os deputados realçam que esta actuação impede, não só a aquisição de reagentes para uso laboratorial, como das rações para a alimentação de animais destinados à investigação, dos suplementos alimentares (obrigando a enviar animais para abate por carência alimentar), do gasóleo para deslocações correntes, ou de sementes “cujas requisições aguardam meses por despacho dos serviços centrais, deixando assim passar a época de sementeira” que tem por objectivo a alimentação dos animais que deverão integrar os projectos. “As entropias causadas pela deficiente gestão que os serviços centrais do INIAV fazem relativamente ao Pólo de Santarém causam ainda outro tipo de constrangimentos: são os investigadores que estão na linha da frente das parcerias nacionais e internacionais e que ‘dão a cara’, injustamente, pelos incumprimentos”, refere o documento. O requerimento lembra que a antiga Estação Zootécnica Nacional (EZN, vulgarmente designada por Fonte Boa) “é um centro de referência nacional e internacional na área da investigação em Produção Animal”, uma distinção que “advém de décadas de trabalho e do mérito de investigadores e colaboradores que integram os quadros do Pólo de Santarém”.No Pólo de Santarém do INIAV trabalham actualmente cerca de 120 pessoas, 20 das quais investigadores, doutorados “com especializações muito específicas em produção animal”, que representam “conhecimento, massa crítica e prestígio para o concelho de Santarém, para o país e para a comunidade científica internacional”, realçam. No requerimento, os deputados questionam ainda o que pretende o Governo fazer com esta estrutura, se vai dar condições efectivas de trabalho, em investigação e desenvolvimento, aos seus investigadores, e o que tem a dizer às cerca de 120 pessoas que aí trabalham “acerca da falta de condições para o desenvolvimento da actividade subjacente ao seu vínculo laboral”.

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