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Património do Palácio da Flamenga à mercê dos ladrões por causa das burocracias

Câmara quer preservar relógio de sol e azulejos mas não consegue obter autorização para retirar o material
Edição de 23.12.2013 | Sociedade
A Câmara de Vila Franca de Xira tem vindo a insistir para que o Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR) emita um parecer que lhe permita retirar o que resta do património histórico do Palácio da Flamenga. Do imóvel já foram roubados dois mil azulejos e o município quer evitar que se percam os últimos vestígios mas diz o presidente da autarquia, Alberto Mesquita (PS), que o instituto “não tem dado a atenção devida ao assunto”.No palácio, situado em Vialonga, que está a degradar-se e onde ocorreu recentemente um incêndio, ainda restam um metro quadrado de azulejos que retratam a vida do mártir Santo António e um relógio de sol. Alberto Mesquita insiste que é necessário conservar o que resta do património para memória futura mas resta-lhe esperar pela autorização. E enquanto isso não acontecer corre-se o risco de os ladrões levar estas peças históricas como aconteceu em 2011 quando desapareceram da capela azulejos avaliados em 40 mil euros. A Polícia Judiciária está a investigar o caso mas ainda não chegou a nenhuma conclusão.Em 2008 a Junta de Freguesia de Vialonga emparedou as portas e janelas do edifício que não resistiram ao vandalismo. Na noite de 30 de Novembro um incêndio danificou a parte lateral da estrutura. “Tanto a junta como a câmara querem prevenir eventuais roubos mas estamos a enfrentar burocracias por parte das entidades que ainda não nos permitiriam recolher esse material”, explicou o presidente da junta, José António Gomes. Que lamenta o facto de ser mais fácil aos assaltantes apropriarem-se do material do que a junta. “Não me importava de chegar lá com um pedreiro e retirar o que de valor sobra mas ainda nos podem acusar de roubo”, desabafa.José António Gomes diz que a falta de protecção do edifício causa problemas e relata que há pouco tempo teve que ir com a GNR retirar quatro crianças que estavam em cima do telhado. Em relação à estabilidade da estrutura que pode ter ficado afectada pelo incêndio, Alberto Mesquita diz que a câmara só vai actuar se o edifício apresentar riscos para a segurança pública, realçando que já comunicou ao Estado, que é dono do imóvel, a necessidade de se fazer uma intervenção.

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