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Escola Superior Agrária de Santarém cria cursos curtos abertos à comunidade

Ao longo de 2013, a ESAS promoveu 15 destes cursos, frequentados por um total de 120 pessoas
Edição de 30.12.2013 | Sociedade
A Escola Superior Agrária de Santarém iniciou um novo ciclo de cursos de curta duração, iniciativa lançada no âmbito da comemoração do 125.º aniversário para abertura e aproximação à comunidade que teve “grande acolhimento”. Paula Ruivo, subdiretora da escola (ESAS), disse à agência Lusa que os cursos de curta duração, que decorrem durante períodos muito curtos (uma a três tardes), procuram divulgar junto da comunidade “o que a escola sabe fazer”, aproveitando os recursos humanos, materiais e patrimoniais da instituição. “Procuramos dar conhecimento técnico de forma muito pragmática”, disse, sublinhando que estes cursos visam dar resposta aos que fogem à formação muito enquadrada.Ao longo de 2013, a ESAS promoveu 15 destes cursos, frequentados por um total de 120 pessoas, um “arranque positivo”, que permitiu alargar a oferta, em 2014, para 26 cursos, procurando responder também às sugestões feitas nos inquéritos de avaliação de satisfação, realçou a coordenadora do projecto, Ana Jacob.Os cursos abrangem temáticas como agricultura biológica, avaliação do grau de frescura no peixe, como entender a carne na perspectiva do consumidor, cultura de batata e de tomate para a indústria, estatística aplicada, Excel, fabrico de queijos e de presuntos, iniciação à prova de vinhos e de azeites virgens, tecnologia vinagreira, potencialidades e aplicações do GPS na agricultura, maneio de equinos, entre outros.Além dos cursos ministrados por professores da ESAS, o projecto inclui outros resultantes de parcerias, com organizações ou empresas do sector mas também como outras escolas do Politécnico de Santarém, como é o caso dos cursos de desenho científico de plantas e de fotografia, a realizar com a Escola Superior de Educação e que poderá ser alargado a outras entidades.Ana Jacob sublinhou que os cursos acabam por ser frequentados por alunos que querem aprofundar o conhecimento prático numa área específica, mas também por cidadãos de vários pontos do país, profissionais ou que fazem da actividade um hobby ou um complemento, e ainda por quem procure a formação meramente na óptica de consumidor. O preço de inscrição visa meramente cobrir as despesas, disse Paula Ruivo, frisando que “o mais importante é abrir” a escola à comunidade.Cursos como o de provas de vinhos e provas de azeites tiveram “procuras fantásticas” e outros, como o da tecnologia vinagreira, vão ser repetidos em empresas que solicitaram essa formação, adiantou. “Foi uma porta que se abriu à comunidade”, disse a subdiretora da ESAS, frisando os elos de ligação que se criam e o mundo de possibilidades que se abrem.Depois desta experiência, a ESAS passou a abrir à comunidade a participação gratuita nos seminários temáticos que realiza e nas aulas com especialistas convidados. “As pessoas já vêm ter com a escola”, realçou Ana Jacob, dando o exemplo do apicultor que contactou a ESAS na tentativa de esta ajudar a constituir uma rede de contactos e disseminação de informação ou do agricultor que antes de ir para Angola pediu uma formação sobre micropropagação.Nesta lógica de abertura, a ESAS presta apoio a uma série de hortas sociais promovidas por várias instituições e, no âmbito de uma candidatura à Fundação da Ciência e Tecnologia, tem em curso vários projectos com escolas secundárias.

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