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Há dezasseis anos que os moradores do Monte Gordo alertavam para problemas nos prédios

Há dezasseis anos que os moradores do Monte Gordo alertavam para problemas nos prédios

Presidente da câmara admite que processo foi constrangedor para as famílias que passaram o primeiro Natal fora das casas que compraram
Edição de 30.12.2013 | Sociedade
Desde 1997 que os moradores do prédio em risco de ruir no Monte Gordo, Vila Franca de Xira, vinham alertando o município para os problemas estruturais dos edifícios, sem que nada fosse feito. As famílias despejadas do Lote 1 pela câmara, em Janeiro, por motivos de segurança, passaram o seu primeiro Natal fora das casas que compraram e continuam sem saber quando poderão voltar. A maioria continua a residir em casas de familiares e outros em casas alugadas. O município de Vila Franca diz que só poderá autorizar o regresso dos moradores às suas casas se o Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) se responsabilizar pela decisão e emitir um parecer garantindo que o Lote 1 é seguro e já não representa um perigo. O presidente da câmara, Alberto Mesquita, admitiu pela primeira vez que o caso foi tratado de forma constrangedora para os moradores. “A decisão que tomámos foi dura, constrangedora e difícil, mas não podíamos ter tomado outra. Este é um processo que tem de terminar”, frisou o autarca. A câmara diz que o fundo imobiliário proprietário do Lote 2 - que tem de ser demolido - não pretende fazer a demolição a que se comprometera há um ano atrás. Por isso, como O MIRANTE noticiou, o município está a tentar obter a posse administrativa do prédio, que se encontra inclinado, para o poder deitar abaixo. Depois, a câmara quer ser ressarcida desses custos pela via judicial. As recentes intervenções de remoção de terras no talude sobranceiro aos prédios, por parte do município, permitiram reduzir a pressão sobre os edifícios, o que veio dar mais tempo à câmara para resolver o problema. Recorde-se que o lote 2, que está para demolição há cerca de um ano e meio e faz parte de um conjunto de três prédios, deslocou-se e apresenta fendas que têm a ver com a instabilidade dos terrenos. O Lote 1, que foi encerrado, estava em risco de ser arrastado pelo Lote 2.
Há dezasseis anos que os moradores do Monte Gordo alertavam para problemas nos prédios

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