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Intoxicações por monóxido de carbono de braseiras continuam a fazer vítimas

Intoxicações por monóxido de carbono de braseiras continuam a fazer vítimas

Bombeiros dizem que situações como a que aconteceu com sete pessoas do Cartaxo devem-se a desconhecimento
Edição de 30.12.2013 | Sociedade
Continuam a existir na região casos de intoxicação por monóxido de carbono libertado de braseiras. Um gás levemente inflamável, incolor, inodoro e muito perigoso devido à sua grande toxicidade e que pode levar à morte. Estas situações, segundo alguns comandantes de bombeiros da região, ocorrem por desconhecimento das pessoas em relação às consequências. A situação mais grave este ano aconteceu em Vila Chã de Ourique, Cartaxo, no dia 23 de Dezembro, em que sete pessoas de duas famílias foram socorridas pelos bombeiros em estado de quase inconsciência. Segundo os Bombeiros Municipais do Cartaxo ambas as situações ocorreram devido a braseiras em duas habitações distintas na mesma localidade e com pouco tempo de diferença. O comandante da corporação, David Lobato, salienta o facto de o caso não ter sido mais grave porque houve alguém que “teve ainda capacidade para perceber que alguma coisa não estava bem e pediu ajuda”. No primeiro caso tratava-se de um casal e dois filhos e na segunda quatro adultos. Os bombeiros quando chegaram aos locais depararam-se com as braseiras e identificaram de imediato o problema. As pessoas foram assistidas no Hospital de Santarém, de onde tiveram alta poucas horas depois.David Lobato alerta para o perigo das braseiras em locais não arejados e recorda que há situações que podem ter desfechos trágicos. Este ano esta é a quarta vez que a corporação tem de assistir pessoas intoxicadas por causa de braseiras. Segundo David Lobato, no ano passado, os bombeiros também tiveram vários casos nalguns deles com as pessoas já desmaiadas. Em Almeirim este ano ainda não se registaram casos mas em outros anos já houve necessidade de socorrer pessoas já inconscientes que por pouco não morreram, revela o comandante Jorge Costa. No ano passado em Azambuja houve uma situação que se junta a outras em outros anos e que ocorrem “por desconhecimento”, sublinha o comandante Armando Batista. Não estão disponíveis estatísticas actualizadas sobre as intoxicações por monóxido de carbono. Mas sabe-se que entre 2005 e 2011 morreram 111 pessoas devido à inalação de monóxido carbono. 55 na zona Norte, 12 na zona Centro e 44 no Sul. Os dados foram compilados pelo Instituto Nacional de Medicina Legal com base em autópsias e foram divulgados no início de 2012 pela agência Lusa.A situação mais grave na região nos últimos tempos ocorreu no concelho de Torres Novas, na localidade de Árgea, quando no dia 9 de Janeiro de 2012 foram encontrados mortos em casa um casal e uma criança de três anos. Quando as autoridades foram ao local verificaram que a casa estava muito quente, com ar condicionado ligado e com indícios de que o alarme do esquentador tinha disparado. Os cadáveres estavam num quarto com lareira acesa. O perigo destas intoxicações é que as pessoas não se apercebem bem do que está a acontecer e não relacionam os sintomas. O monóxido de carbono provoca dores de cabeça, mal-estar e náusea progressiva. Como não cheira a nada e está num ambiente aquecido a pessoa deixa-se adormecer e pode dar-se a tragédia.
Intoxicações por monóxido de carbono de braseiras continuam a fazer vítimas

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