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Roubo de cabos deixa aldeias de Alcanena, Santarém e Tomar sem telefone e internet no Natal

Sucessão de roubos de fios telefónicos, para aproveitamento do cobre, já dura há mais de um ano

Apesar da situação já estar regularizada, autarcas defendem a instalação de fibra óptica de modo a evitar que as populações voltem a passar por este tipo de transtornos, tendo já enviado ofícios à autarquia nesse sentido.

Edição de 30.12.2013 | Sociedade
O furto de cabos da Portugal Telecom (PT) no troço de um quilómetro de eucaliptal entre Monsanto, no concelho de Alcanena, e Amiais de Baixo, no concelho de Santarém, deixou as populações dessas localidades sem telefones ou comunicações de Internet durante a quadra natalícia. Ficaram ainda privados de ter consultas no posto de saúde, de alguns serviços nos CTT ou de levantar dinheiro da caixa multibanco. As comunicações acabaram por ser repostas na sexta-feira, 27 de Dezembro, mas para os moradores “será sol de pouca dura”. Um habitante de Monsanto relatou a O MIRANTE que a situação de roubos de cabos telefónicos, para aproveitamento do cobre, já dura há mais de um ano e que são os próprios residentes que ficam sem telefone e Internet que têm que avisar a PT e a GNR de Santarém e de Alcanena. “Se, em 30 dias do mês, tivermos sete ou oito dias de telefone e Internet é muito. As autoridades dizem que só podem agir se a principal lesada, neste caso a PT, apresentar queixa, o que nunca chega a acontecer”, estranha o morador. A este propósito, O MIRANTE questionou por e-mail a GNR de Santarém e de Torres Novas sobre a possível existência de queixas relativas ao furto de cabos telefónicos por parte da PT mas a resposta não chegou até ao fecho de edição. Também os habitantes de algumas aldeias das freguesias de Paialvo e Olalhas, no concelho de Tomar, ficaram sem telefone e Internet nos dias que antecederam o Natal. Para além do furto, a aldeia da Peralva, em Paialvo, esteve às escuras, na tarde do dia 24 de Dezembro, devido à queda de árvores para cima de fios. Uma situação lamentável para o presidente da junta, Luís Antunes (CDU), uma vez que as pessoas mais idosas apenas contam com o telefone fixo para falar com os familiares que estão mais longe nesta altura do Natal. O presidente da Junta de freguesia de Olalhas, Jorge Rosa (PSD), disse que o roubo aconteceu na noite da consoada, a 24 de Dezembro, e que foram cortados cabos telefónicos entre as aldeias de Alqueidão e Montes. Apesar da situação já ter sido regularizada, os dois autarcas defendem a instalação de fibra óptica nas suas freguesias de modo a evitar que as populações voltem a passar por este tipo de transtornos, tendo já enviado ofícios à autarquia nesse sentido.

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