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Câmara de Rio Maior quer desfazer-se de terrenos sobrantes na zona industrial da cidade

Áreas entre lotes poderão ser vendidas, tendo para isso que ser desafectadas do domínio público
Edição de 04.06.2014 | Sociedade
A Câmara de Rio Maior vai vender duas parcelas de um arruamento público na zona industrial da cidade à Panpor - Produtos Alimentares S.A., uma empresa fabricante de produtos de padaria e pastelaria ultracongelados que quer criar uma nova unidade produtiva no local. A proposta já seguiu para a assembleia municipal, a quem cabe autorizar a desafectação do domínio público das parcelas com um total de 5.300 metros quadrados de área. Só depois poderá ser formalizada a venda.Tal como O MIRANTE já tinha noticiado, a Panpor comprou dois lotes de terreno em frente à sua actual fábrica, para ali instalar uma nova unidade industrial, e propôs à autarquia a compra do arruamento que passa entre as actuais e as futuras instalações para facilitar a interligação funcional entre as duas unidades. O executivo camarário concordou com o negócio e após o obrigatório período de inquérito público decidiu na última reunião enviar a proposta para a assembleia municipal. Os números do negócio ainda não foram revelados.Concluído este processo, o município deverá dar seguimento a outros negócios do mesmo género. Até porque já entraram nos serviços propostas de aquisição de terrenos municipais de pelo menos mais duas empresas, que ainda aguardam resposta da câmara e fizeram questão de o recordar na fase de inquérito público do processo da Panpor.O município alega que não estão esquecidos esses pedidos para aquisição de espaços considerados do domínio público e que optou por desenvolver o processo em duas fases, respondendo primeiro ao pedido da Panpor por ser considerado prioritário. “A segunda fase já está a ser desencadeada, com a identificação dos demais interessados na aquisição dos espaços comuns e o desenvolvimento dos procedimentos para a identificação e caracterização das parcelas a desafectar do domínio público para o domínio privado do município”, lê-se na informação técnica presente ao executivo camarário. Segundo informação constante no processo, actualmente trabalham nas instalações da Panpor em Rio Maior 216 funcionários, prevendo-se que a criação da nova unidade represente a criação de mais 60 a 100 postos de trabalho. A proposta da empresa deve-se ao facto de estar quase esgotada a sua actual capacidade de produção em Rio Maior, constituída por quatro linhas de pão e duas de pastelaria, a intenção é construir uma nova unidade semelhante à existente mas mais moderna e totalmente independente. Nessa nova fábrica será instalada numa primeira fase uma linha de produção automática de pães rústicos, cozidos ou pré-cozidos, ultracongelados, e, numa segunda fase, uma linha de produção automática de pastelaria.

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