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Carlos Vieira

Empresário, 53 anos, Marinhais
Edição de 29.07.2015 | Agora falo eu
Se pudesse encarnar uma personagem por um dia qual escolheria?Gostava de encarnar no actual primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, para perceber se está realmente a fazer um bom trabalho. A verdade é que quando estamos fora dos problemas achamos que poderia haver outras soluções mais adequadas. Acredito que não é fácil gerir um país e saber lidar com tantos problemas.Usa agenda para planear o seu dia-a-dia?Felizmente não preciso de agenda para planear a minha semana de trabalho. Tenho uma boa memória e também tenho tudo organizado através dos papéis que vou recebendo. Coloco tudo de maneira a que fique em ordem para no dia seguinte saber como lidar com as encomendas.Conseguia viver sem telemóvel?Para mim é inconcebível viver sem telemóvel. Gostava de não ser tão dependente mas o telemóvel é indispensável para o meu trabalho. Sem ele não consigo trabalhar. E quando fica sem bateria já complica o meu dia. (risos)Que conselho daria ao primeiro-ministro Pedro Passos Coelho? Se tivesse oportunidade de estar cara a cara com o primeiro-ministro Pedro Passos Coelho dir-lhe-ia para ter mais atenção e preocupação com os mais desfavorecidos, porque temos um país pobre e doente e muitas pessoas não têm dinheiro sequer para comer. Além disso, não há emprego e os mais jovens são obrigados a emigrar porque em Portugal não existem postos de trabalho.Nas férias prefere praia, campo ou neve?Prefiro o campo e a beleza da natureza, porque é mais sossegado. Gosto muito da paisagem do Gerês, no norte do país, e vou lá muitas vezes. Também costumo ir para o norte fazer as vindimas em casa do meu irmão, cumprindo a velha tradição de pisar as uvas com os pés. E à noite não há nada melhor que um café feito na lareira acompanhado de umas bolachinhas.A quem é que colocava a “cabeça no cepo”, metaforicamente falando?Colocava todos os políticos com a cabeça no cepo. O país chegou a este estado por culpa de todos. Não souberam criar medidas e reformas boas para Portugal. Temos um país moribundo fruto da inércia dos políticos que só se preocupam com o próprio umbigo em vez de se preocuparem com os cidadãos.Os jovens estão motivados para manter as tradições?Acredito que sim. Existem muitos jovens, da nova geração, que se preocupam e que se empenham em manter e preservar as tradições e cultura das suas localidades e concelhos. É importante que os jovens não se esqueçam de como viveram os seus antepassados, muitas vezes de maneira tão diferente de hoje em dia.O que punha a funcionar na sua terra que não existe?Criava empresas e postos de trabalho para que os mais jovens e menos jovens pudessem ter um emprego e não fossem obrigados a irem para as grandes cidades ou para o estrangeiro. A crise destruiu várias empresas e perderam-se muitos postos de trabalho. É o que faz falta na minha terra e é naquilo que se deve apostar. A criação de empregos deve ser a principal prioridade de quem manda.Custa-lhe levantar de manhã para trabalhar?Não me custa nada levantar cedo. Sou um homem madrugador. Comecei a trabalhar muito cedo e sempre tive que me levantar bem cedo para trabalhar. E nem sequer tenho feitio para estar muito tempo deitado.Ainda há dinheiro para comer fora?Em relação aos outros não sei como gerem e gastam o seu dinheiro mas eu não vou comer fora porque o dinheiro que ganho é para pagar as minhas despesas e as despesas da empresa. E muitas vezes há dificuldades para pagar tudo o que tenho que pagar.

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