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Sede do novo Centro de Competências do Tomate já está no Cartaxo

Sede do novo Centro de Competências do Tomate já está no Cartaxo

Portugal quer reconquistar segunda posição mundial na produção de tomate
Edição de 29.07.2015 | Economia
Reconquistar a segunda posição na produtividade agrícola do tomate a nível mundial, com uma diferença inferior a dez por cento em relação à Califórnia (Estados Unidos da América) é um dos objectivos do novo Centro de Competências para o Tomate Indústria (CCTI). Quem o garante é a ministra da Agricultura, Assunção Cristas, que marcou presença na assinatura do contrato de comodato com a Câmara Municipal do Cartaxo, na tarde de segunda-feira, 27 de Julho. A sede no novo CCTI vai ser na Quinta das Pratas, no Cartaxo. O equipamento visa aumentar a produtividade do sector e promover a investigação desta área agrícola.A criação do CCTI resulta da assinatura, em Abril de 2014, de um protocolo entre a Associação dos Industriais de Tomate (AIT), o Ministério da Agricultura e a Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), tendo inicialmente sido anunciada a sua instalação em Santarém. Assunção Cristas referiu que o objectivo desta estrutura é tornar o sector mais competitivo, com melhores níveis de produção e de custos agrícolas, sendo a meta aumentar a produtividade agrícola em dez por cento, reduzir custos também em dez por cento e aumentar a duração da campanha de cultivo igualmente em dez por cento. A aposta na investigação visa, além do aumento da produção, a melhoria do valor nutricional do fruto e dos produtos transformados.Os Centros de Competência, lançados pelo Ministério da Agricultura e do Mar, juntam na mesma entidade empresas, organismos de investigação, universidades e institutos politécnicos, laboratórios, estações experimentais, associações de produtores e entidades locais, procurando criar massa crítica para o desenvolvimento de projectos que visem a criação de valor dentro da fileira e permitam dinamizar a investigação agrícola, agro-alimentar, florestal e do mar. “A indústria portuguesa de tomate conta com uma produção de 1.400 mil toneladas mas a meta é chegar aos dois milhões de toneladas”, destacou a ministra. A produção nacional é quase exclusivamente para exportação, com 95 por cento das vendas a terem como destino o Japão, Reino Unido, Médio Oriente, Rússia e França, sendo Portugal o quarto maior exportador mundial, a seguir à China, Estados Unidos e Itália.Pedro Ribeiro elogia “enorme contributo” de Vasco Cunha As primeiras palavras do presidente da Câmara do Cartaxo, Pedro Magalhães Ribeiro (PS), durante a cerimónia de assinatura do contrato de comodato foram para o deputado e vereador na autarquia cartaxense Vasco Cunha, para quem pediu uma salva de palmas pelo “enorme” contributo dado em todo este processo. “Foi o empenho do senhor deputado Vasco Cunha que permitiu que a sede deste Centro de Competências pudesse ser instalado no Cartaxo”, disse.Pedro Ribeiro referiu que o concelho do Cartaxo pretende afirmar-se através do desenvolvimento do sector agrícola. “Um território rural não tem que ser um território subdesenvolvido e queremos mostrar que somos um concelho onde se pode apostar. O Cartaxo tem a grande vantagem de estar a pouco mais de 50 minutos da área metropolitana de Lisboa e pertencer ao Alentejo para aceder aos fundos comunitários”, disse.O presidente destacou a importância deste centro de competências ser instalado no Cartaxo referindo a “necessidade” do Cartaxo constar no mapa nacional dos centros de competências. “É uma forma de sermos mais competitivos num mercado muito concorrencial”, concluiu.
Sede do novo Centro de Competências do Tomate já está no Cartaxo

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