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Ambientalista denuncia mortandade de peixes no Nabão

Ambientalista denuncia mortandade de peixes no Nabão

Membro do grupo ecologista Aqua Tomar suspeita de que tenha havido uma descarga industrial clandestina
Edição de 29.07.2015 | Sociedade
Na semana passada apareceram muitos peixes mortos, de grandes dimensões, no rio Nabão no açude da Matrena, perto de Tomar. A situação foi denunciada por Américo Costa, do grupo ecologista Aqua Tomar, que inclusivamente teve de ser assistido no hospital após ter entrado no rio para filmar a “catástrofe”.Segundo contou a O MIRANTE, a origem do problema estará na ribeira da Bezelga, “onde escoa a Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) municipal”. Américo Costa fala de “toneladas de peixe” contaminados, cujas causas ainda são desconhecidas. Todavia suspeita de que tenha havido uma descarga clandestina. “Este é um dos maiores derrames nos últimos 40 anos em Tomar”, avançou Américo Costa. O ambientalista acusou a Câmara Municipal de Tomar de, “em vez de limpar o peixe”, estar a empurrá-lo para os concelhos vizinhos. “O peixe vai-se perdendo no rio, chegando ao Zêzere e Tejo. Eram peixes que se retiravam facilmente. O Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) só veio aqui passado um dia e meio. É uma vergonha”, acusa Américo Costa. O peixe “já apresenta podridão, mau cheiro e está totalmente contaminado”, sendo que, com a abertura das portadas do açude, o peixe pode ir parar a Constância, Vila Nova da Barquinha e todas as zonas ribeirinhas. Segundo explicou Américo Costa, este é um problema que pode afectar todo o ecossistema, visto que no rio Nabão encontram-se diversas espécies que se alimentam dos peixes. Para além disso, a água é usada para regar campos. O ambientalista do Aqua Tomar diz que já tentou entrar em contacto com o município, lamentando que já há mais de um ano que não atendem as suas chamadas. A O MIRANTE, a presidente da Câmara de Tomar, Anabela Freitas (PS), referiu que a autarquia não pode actuar nas zonas fora do limite urbano. “O senhor Américo devia saber que não temos competência no rio fora do limite urbano. Detectámos a situação e alertámos as entidades competentes. Pedimos às entidades que nos vão dando conhecimento das medidas que pretendem tomar”.A autarca adiantou que na sexta-feira, a autarquia alertou o SEPNA e a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) acerca do aparecimento de peixes mortos no Açude da Matrena.
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