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Casal desalojado por deslizamento de terras continua à espera de obras na casa

Casal desalojado por deslizamento de terras continua à espera de obras na casa

Passou quase um ano sobre derrocada de encosta em Santarém e família lesada ainda não teve qualquer compensação

Habitação danificada continua por reparar e os moradores vivem numa casa arrendada, a expensas suas. Até à data, ninguém assumiu a responsabilidade pelos danos. Município diz que não pode accionar seguro pois terrenos na encosta que aluiu são propriedade privada. Uma explicação que não convence a família lesada.

Edição de 29.07.2015 | Sociedade
O casal de septuagenários que ficou desalojado na sequência do deslizamento de terras ocorrido na encosta de Santa Margarida, em Santarém, no dia 16 de Agosto de 2014, ainda não foi compensado pelos graves danos que sofreu na sua habitação e continua à espera que alguém assuma os prejuízos e o custo das obras necessárias. Mário Grácio, 77 anos, e a esposa Narcisa, 76 anos, estão actualmente a viver num apartamento arrendado, pagando às suas custas a renda mensal de 300 euros.Desde que o aluimento de terras atingiu a habitação situada junto à Estrada Nacional 114 que a família tem tentado saber junto do município quem vai assumir as responsabilidades pelos estragos, já que o seguro da habitação não cobre esse tipo de ocorrência.As cartas e outros contactos têm-se sucedido, mas respostas concretas por parte da Câmara de Santarém ainda não existem, mais de 11 meses passados sobre o acontecimento. Em carta remetida ao presidente da Câmara de Santarém, Ricardo Gonçalves (PSD), o casal solicitou diligências para que fossem reconstruídos todos os estragos na moradia, sita na Travessa do Bom Jesus das Almas, na Ribeira de Santarém.Os reclamantes pediam esclarecimentos sobre que providências pretende a autarquia tomar e referiam ainda que vários serviços camarários foram alertados por diversas vezes para o risco de derrocada da encosta, o que acabou mesmo por suceder e levar também ao encerramento desse troço da EN 114 até à data.Contactado por O MIRANTE, o presidente da Câmara de Santarém, Ricardo Gonçalves (PSD), disse que a autarquia não pode accionar o seu seguro de responsabilidade civil para fazer face aos estragos porque os terrenos onde se registou o deslizamento de terras não são propriedade do município mas sim de particulares. No entanto o autarca disse que estão a ser estudadas soluções para resolver o problema.A filha do casal, Teresa Grácio Silva, diz que nunca lhes foi referido que os terrenos da encosta eram propriedade privada e que, da parte da autarquia, sempre receberam informação no sentido de ficarem descansados que iam resolver o assunto o mais rapidamente possível. Por isso têm tentado resolver as coisas “a bem”, sem recurso à justiça. Questiona também por que razão foi a Câmara de Santarém pedir apoio ao Governo para fazer obras nessa encosta se a propriedade é de particulares.
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