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Corte ilegal de sobreiros no concelho de Tomar

Edição de 29.07.2015 | Sociedade
A Quercus denunciou a destruição de uma área de floresta mediterrânica dominada por um sobreiral, com carvalhos portugueses, medronheiros e aroeiras, entre outras espécies, em Porto de Cavaleiros, no concelho de Tomar.Em comunicado, a associação ambientalista afirma que a acção ocorreu no limite do Sítio Sicó-Alvaiázere, inserido da Rede Natura 2000, próximo do rio Nabão, numa área com cerca de 10 hectares alvo de um incêndio em 2008, tendo alertado o Serviço de Protecção da Natureza e Ambiente da GNR.Contactado pela Lusa, o comando territorial de Santarém da GNR afirma que, na sequência da denúncia recebida na quinta-feira, 23 de Julho, fez deslocar uma equipa ao local, a qual verificou a presença de duas escavadoras giratórias “a fazer a destruição do coberto vegetal” sem o respectivo licenciamento.Segundo a Guarda, elementos do Núcleo de Protecção Ambiental da GNR vão patrulhar a zona para assegurar que os trabalhos não prosseguem até que haja o devido licenciamento e serão lavrados dois autos de notícia por contra-ordenação, um por corte ilegal de sobreiros e outro por destruição de revestimento vegetal que não tenha fins agrícolas.A GNR confirma que o terreno ardeu em 2008 e por isso é constituído por vegetação espontânea, sobreiros e carvalhos de regeneração natural. “No mesmo encontra-se uma pequena percentagem de rede natura 2000 que até à data da presença da Guarda no local não tinha sido mexida”, adiantou à Lusa o oficial de relações públicas da GNR de Santarém.A Quercus afirma, no comunicado, que as escavadoras estavam a arrancar “a vegetação mediterrânica, incluindo diversos sobreiros jovens com alguma dimensão, o que indicia ser uma acção ilegal, para conversão num novo eucaliptal”.No comunicado, a associação afirma que solicitou ao Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas informação sobre se autorizou alguma acção, incluindo arborização com eucalipto na área em causa.“A Quercus espera actuação firme das autoridades para impedir a destruição das últimas áreas de floresta mediterrânica desenvolvida na área, onde ocorrem espécies protegidas, evitando o aumento descontrolado da expansão de novos eucaliptais”, afirma ainda a nota.

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