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“Os portugueses têm tendência para esquecer rapidamente em quem votaram”

“Os portugueses têm tendência para esquecer rapidamente em quem votaram”

Filipa Martinho, 34 anos, administradora delegada do ISLA de Santarém

Filipa Martinho nasceu e vive em Santarém. Tirou o curso de psicologia em Lisboa e, além de ser administradora delegada do ISLA, também é docente na instituição e exerce psicologia em consultório mas em part-time, porque o tempo é pouco. É na “família” do ISLA que se diz sentir bem. Gosta de viajar e gosta de estar a par do que se passa na região, em Portugal e no Mundo. Interessa-se por política. Defende sempre a sua cidade mas sabe ver o que não está bem.

Edição de 29.07.2015 | Três Dimensões
Em criança queria ser médica veterinária. Não tem nada a ver com aquilo que faço hoje em dia. Desde criança que gosto muito de animais e sempre tive afinidade com essa área. Cheguei mesmo a concorrer para a faculdade. Na altura as opções eram medicina veterinária e psicologia, que são coisas que não têm nada a ver. Depois entrei em psicologia e acho que foi uma boa opção. Ainda bem que não entrei em veterinária.Fui educada pelos meus avós. Os meus pais trabalhavam e eu durante o dia ficava com eles. Foi assim até ir para a escola. Nunca fui ao infantário. A afinidade que tenho com as pessoas mais velhas acho que teve muito a ver com o contacto de muito perto que tive com os meus avós.Sou psicóloga de profissão. Fiz a licenciatura, o mestrado e posteriormente fiz uma especialização na área da gestão, uma pós-graduação, o que tem mais a ver com as minhas funções actualmente. Escolhi o curso de psicologia pelo gosto de trabalhar com pessoas. Sempre gostei muito de falar com pessoas, de comunicar. Os meus amigos costumam dizer que eu sempre tive uma veia de relações-públicas. Exerço em consultório também, apesar de ser quase um part-time porque o tempo não é muito. O facto de estar ligada ao ensino ajuda a colmatar a falta do contacto com as pessoas.Gosto muito de trabalhar no ISLA. Estou cá desde 2007, primeiro como docente, e nas funções de administradora delegada desde 2012. Somos uma escola pequena e acabamos por ser quase uma família. As pessoas efectivamente têm contacto umas com as outras. Não é como nas grandes universidades em que as pessoas não se conhecem. Isso acho que é uma vantagem para nós. Quanto ao nosso lema é um ensino superior de excelência.Adoro viajar em Portugal e no estrangeiro. Cá dentro gosto de ir até ao Alentejo ou à zona de Lisboa. Gosto muito de Lisboa, estudei lá muitos anos e acaba por ser a minha segunda casa. Vou lá com muita regularidade. Também gosto de sair, ver um bom filme e ler.Não sou de baixar os braços. Sou uma pessoa muito persistente. Costumo dizer que nada é impossível para um coração cheio de vontade. Quando uma pessoa tem vontade leva tudo à frente até conseguir o seu objectivo. É a minha maneira de estar e quem me conhece sabe que é verdade. Uso esse lema tanto pessoalmente como profissionalmente.A política é muito interessante. Gosto de estar actualizada e sinto que isso é um dos meus deveres enquanto cidadã. Quando vou votar tenho de saber minimamente o que cada partido defende. Muitas vezes as pessoas que criticam o partido que está no governo contribuíram para que assim fosse. Os portugueses têm, de uma maneira geral, essa tendência de esquecer rapidamente as coisas.Santarém nos últimos anos está melhor. É uma cidade que tem muito mais visibilidade em termos nacionais mas ainda há muita coisa a fazer. Temos uma localização fantástica e não a aproveitamos. Não aproveitamos as excelentes condições que temos para dinamizar, por exemplo, o turismo. Temos um centro histórico que está a morrer de dia para dia. Dá-me um pouco de pena ver a cidade, que tem tanta vida durante o dia, morrer a partir de certa hora. Falta dinamismo na cidade e mais atenção por parte das pessoas. Muitos dos que aqui moram e que criticam tudo, não gostam de Santarém.Pedro Costa
“Os portugueses têm tendência para esquecer rapidamente em quem votaram”

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