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Maioridade deu liberdade a jovem da Fajarda institucionalizada por ficar grávida

Fez 18 anos a 29 de Julho e deixou a instituição, onde vivia com o filho bebé, nesse mesmo dia

Célia Alcaparra estava institucionalizada contra sua vontade e já regressou a casa da mãe.

Edição de 05.08.2015 | Sociedade
Célia Alcaparra andou a contar os dias para completar 18 anos e poder deixar definitivamente a instituição onde estava contra sua vontade há cerca de dez meses por ordem do Tribunal da Relação de Évora. A jovem da Fajarda, concelho de Coruche, comemorou o 18º aniversário no dia 29 de Julho e ao atingir a maioridade pôde finalmente regressar a casa da mãe, com o seu filho Gabriel que faz oito meses no dia 11 de Agosto. Célia confessa que foram meses “muito complicados” porque viver sozinha com outras jovens não é fácil. Agora só quer esquecer o passado e viver a sua liberdade. Quer tirar um curso para ser educadora de infância ou cabeleireira. A jovem e o filho, Gabriel, regressaram à Fajarda no dia do seu aniversário e a comemoração não podia ter sido melhor, junto da família.No início de Setembro de 2014, a jovem, menor na altura e grávida de seis meses e meio, foi institucionalizada por decisão do Tribunal de Coruche. E ainda viu a sua medida agravada pelo Tribunal da Relação de Évora depois da mãe de Célia, Ana Paula Oliveira, ter interposto recurso da decisão do Tribunal de Coruche. Ficou decidido a jovem ser internada numa casa para mães solteiras em Pombal até completar 18 anos.A mãe de Célia explicou, na altura, que, segundo os documentos que recebeu do tribunal, o que levou à institucionalização deveu-se a um processo antigo por a menor não querer ir à escola. “Não fala em qualquer situação de maus-tratos ou dos pais não terem condições para a criar. É apenas por não querer estudar. Qual é a lógica de tirar uma jovem, grávida, que mais do que nunca precisa do apoio da família, só porque não quis ir às aulas?”, questionou na altura em entrevista a O MIRANTE.A menor vivia numa instituição quando engravidou, no tempo em que a sua mãe não tinha condições financeiras para cuidar da filha. Situação que já estava ultrapassada em Setembro do ano passado. Ana Paula Oliveira vive numa casa com todas as condições, vários quartos e quintal grande para a filha e o neto. O marido vive no estrangeiro e o dinheiro que envia é suficiente para todos. Por isso pediu ao tribunal para que a filha voltasse para casa. No entanto, o pedido não foi atendido e Célia teve que continuar institucionalizada.Foi durante as férias da Páscoa de 2014, que passou com a mãe na Fajarda, que descobriu a gravidez e foi a própria jovem que decidiu não voltar à instituição de acolhimento por considerar estar melhor perto da sua mãe durante a gravidez. A jovem conta que engravidou enquanto vivia na instituição. Conheceu o pai do seu filho através da rede social Facebook, na Internet, e namorava há cerca de um ano quando descobriu que estava grávida. O jovem não reagiu muito bem à notícia que ia ser pai e desde essa altura terminaram o namoro.

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