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A história de uma Mulher que foi adoptada e que ajuda crianças no Bangladesh

A história de uma Mulher que foi adoptada e que ajuda crianças no Bangladesh

Maria da Conceição participa em competições para angariar dinheiro para apoio a crianças em bairros de lata

Maria do Céu da Conceição tem 37 anos e nasceu em Vila Franca de Xira. Foi adoptada em criança e quer também ela ajudar crianças carenciadas que vivem em bairros de lata. Já escalou o Evereste, tornando-se a primeira portuguesa a atingir o pico mais alto do mundo, e participou em várias maratonas. Agora prepara-se para a difícil prova do Ironman, que decorre este domingo em Copenhaga. Para isso, teve que aprender a nadar e a andar de bicicleta.

Edição de 19.08.2015 | Desporto
Depois de subir o Evereste e de participar em muitas maratonas, Maria da Conceição vai fazer a sua primeira prova Ironman, no próximo domingo, 23 de Agosto, em Copenhaga [Dinamarca]. Uma prova exigente, composta por natação (3,8 quilómetros), bicicleta (180 quilómetros) e corrida (42 quilómetros). Nos últimos meses Maria da Conceição teve que aprender a nadar e andar de bicicleta para participar nesta competição. Tudo isto para financiar a sua Organização Não Governamental (ONG), o Dhaka Project que assegura a educação de uma centena de crianças na capital do Bangladesh (Dhaka).Maria, natural de Vila Franca de Xira, já tinha feito maratonas e decidiu arriscar fazer um Ironman para chegar a mais pessoas que possam ajudá-la na sua causa humanitária. Aos 37 anos, este vai ser mais um teste à capacidade física da assistente de bordo. Apenas mais um entre os vários desafios que já conseguiu concretizar. Em Maio de 2013 tornou-se a primeira portuguesa a subir o Evereste, o que lhe permitiu “reanimar” a sua Fundação Maria Cristina que, na altura, se encontrava em “coma” devido à crise financeira. “Naquela altura pensei o que é que podai fazer para despertar a atenção das pessoas. Decidi subir o Evereste. Não sou montanhista mas posso aprender. Foi isso que fiz, aprendi e fui”, conta acrescentando, no entanto, que essa prova não lhe trouxe o retorno esperado.Já em 2011 correu sete maratonas, em sete dias, em sete emirados, uma prova à qual chamou o seu primeiro 777 Chalenge. Esta foi a sua primeira abordagem à corrida, que oferecia mais visibilidade à sua causa. O ano passado correu ultramaratonas na Antárctida, América do Sul, Ásia, Europa, Oceânia, América do Norte e África. “Quando subi o Evereste não teve muito impacto. Um ano depois fiz sete ultramaratonas, em sete continentes [inclui os subcontinentes da América do Sul e da Antárctida], em seis semanas e consegui pôr 200 crianças na escola. Não entendo, mas, como resultou, continuei a correr e deixei de subir às montanhas”, realçou bem-disposta.A assistente de bordo de profissão insiste, persiste e nem a adversidade, ou seja, o facto de não saber andar de bicicleta ou nadar a impedem de, pelo menos, tentar fazer a prova. “Todos temos capacidade para fazer muito, mas a maior parte nem sequer tenta, nem sequer começa. Para se chegar mais longe temos de tentar e a maior parte das pessoas vai ficar com medo de falhar, por isso, nem sequer começam, já têm muitas desculpas antes de começar”, diz. “Subir ao Evereste foi fácil, correr as maratonas é fácil, comparado com administrar uma fundação que ninguém quer saber. Arranjar apoios para que a fundação continue é que é mais difícil”, lamentou Maria da Conceição. A assistente de bordo garante que só vai parar quando conseguir dinheiro suficiente para as suas crianças terminarem o 12º ano de escolaridade. “A minha promessa é um pouco como a da Cristina, que me adoptou e prometeu à minha mãe que ia tomar conta de mim enquanto pudesse. Ela honrou essa promessa e eu prometi a 100 famílias dos bairros de lata que os tirava de lá.
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