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Queixas de discriminação na atribuição de tronqueiras em Samora Correia

Queixas de discriminação na atribuição de tronqueiras em Samora Correia

Câmara de Benavente diz que não tem obrigação de emprestar as protecções
Edição de 19.08.2015 | Especial Samora Correia
Alguns moradores de Samora Correia acusam a Câmara Municipal de Benavente de só disponibilizar tronqueiras a quem bem entende e afirmam que a segurança das pessoas está em causa. O presidente da autarquia, Carlos Coutinho (CDU), diz que a câmara não disponibiliza tronqueiras a particulares. Cristina Cruz, moradora na Rua 31 de Janeiro, queixa-se dos critérios da câmara. Mãe de três filhos pequenos, solicitou à autarquia que lhe fosse emprestada uma tronqueira, mas diz que foi negada. “Pedi por uma questão de segurança, porque a largada é aqui mesmo à minha porta e foi-me dito que já não tinham nenhuma. Mas depois disso sei de pessoas que pediram o mesmo e aí já tinham. Só emprestam a quem convém. É por caras e conhecimentos. Há tertúlias aqui perto que pediram depois e tiveram”, acusa. Ilda Coelho, moradora no nº 11, queixa-se da mesma situação. “Moro aqui há anos e tive de gastar 300 euros para ter uns paus em frente à porta. Já se partiram uma vez e tive de ser eu a investir novamente, tudo porque a câmara diz que não tem mais tronqueiras, quando as vejo chegar todos os dias”, frisa. A situação de Márcio Moreira, morador na Rua do Amparo, é um pouco mais grave. Emigrante na Bélgica, Márcio está actualmente em Samora a recuperar de uma intervenção cirúrgica à coluna e outra ao coração, o que o impossibilita de fazer esforços. “Solicitei, há mais de duas semanas, à Junta de Freguesia uma tronqueira, nem que fosse só o material que eu depois arranjava quem a montasse, porque não posso fazer força. Foi-me dito que não havia e que tinha de me dirigir à câmara. Falei com o vereador Domingos Santos, que me disse que já não havia. No entanto, ainda hoje (sábado), vi entregarem tronqueiras a pessoas que as pediram depois de mim na câmara e que nem sequer têm os meus problemas”, afirma.Márcio diz-se recoltado. “A porta de minha casa é frágil. Vivo só no piso térreo e se o touro rebenta com isto fujo para onde? É uma questão de segurança e nem sequer querem saber disso. Eu sei que eles têm mais tronqueiras. Tenho 37 anos, sou desta terra, mas entristece-me ver a minha terra assim. É um problema que se arrasta há anos”, lamenta.Carlos Coutinho, presidente da câmara Municipal, afirma que a política da câmara não é fornecer e montar tronqueiras a privados, mas que apoia sempre que haja algumas disponíveis. “A câmara tem tronqueiras próprias para garantir a segurança das pessoas e bens, confinando os espaços das largadas. Mas não é critério da câmara disponibilizar tronqueiras a particulares. Por norma as pessoas procuram resolver esse problema porque também são entusiastas. Algumas pessoas pedem-nos tronqueiras. Se tivermos algumas disponíveis cedemo-las mas a montagem é com as pessoas. Seja como for, não é possível ter tronqueiras para todos. Por isso, não percebo que se diga que há para uns e não para outros”, concluiu.
Queixas de discriminação na atribuição de tronqueiras em Samora Correia

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