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Caso do homem gravemente ferido perto do quartel dos Bombeiros de Alpiarça envolto em mistério

Caso do homem gravemente ferido perto do quartel dos Bombeiros de Alpiarça envolto em mistério

Há suspeitas de agressão por parte de jovem com familiares nos bombeiros e corporação não alertou GNR

Os bombeiros que socorreram a vítima, que esteve quase duas semanas em coma, não avisaram as autoridades. A GNR considera que mesmo que os indícios não apontassem para agressão que devia ter sido informada da ocorrência, atendendo ao estado grave do homem de 46 anos.

Edição de 19.08.2015 | Sociedade
O caso do homem que apareceu gravemente ferido ao lado do quartel dos Bombeiros Municipais de Alpiarça está a revelar-se um enigma com vários episódios estranhos. A começar pelo facto de os bombeiros que socorreram José Manuel Dias não terem alertado a GNR para a situação, como é prática, e de um dos socorristas que esteve no local ser familiar do suspeito de ter agredido a vítima de 46 anos, que esteve duas semanas em coma e continua em estado grave no hospital. A GNR só começou a investigar o caso posteriormente quando teve conhecimento de que o ferido estava em coma e actualmente a investigação está a cargo da Polícia Judiciária, que já esteve a interrogar testemunhas. José Manuel Dias, supostamente agredido na noite de 1 de Agosto, à porta da sede da Sociedade Filarmónica Alpiarcense, onde funciona um bar, no edifício do primeiro andar, por cima do quartel dos bombeiros. A porta de acesso à colectividade é a mesma para as instalações administrativas e do comando dos bombeiros. A Polícia Judiciária está a investigar o caso como uma possível tentativa de homicídio. Inicialmente os bombeiros falavam em queda e justificavam esses indícios para não terem comunicado a situação à GNR. O comandante da corporação, Hugo Teodoro, em declarações a O MIRANTE, refere existirem testemunhas que dizem ter presenciado a queda da vítima, sendo que foi este o motivo invocado no alerta dado aos operacionais que se encontravam no quartel e na comunicação feita ao Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU). Hugo Teodoro refere que “tratando-se de uma queda presencial não há necessidade de avisar a GNR” e realça que “se alguém ocultou a verdade aos bombeiros isso é uma questão que pertence à justiça”. Versão diferente tem o Comando Territorial de Santarém da GNR, que considera que a vítima apresentava visíveis marcas de agressão e que nestes casos o mais correcto seria avisar as autoridades.O major Pedro Reis, oficial de relações públicas do comando territorial da GNR, considera que “mesmo em situação de queda convém sempre informar a GNR” e, sobretudo neste caso em específico, dado que a vítima apresentava “marcas visíveis de agressão”. O início da investigação da GNR permitiu identificar um jovem na casa dos 20 anos, residente em Alpiarça e com ligações familiares a dois elementos dos Municipais de Alpiarça, como suspeito de ter agredido violentamente a vítima.A situação causou algum desconforto e suspeitas sobre os Bombeiros Municipais de Alpiarça, ao ponto de o comando ter decidido abrir um inquérito interno para esclarecer a actuação dos operacionais que socorreram a vítima no local. O relatório já foi entregue ao presidente da Câmara Municipal de Alpiarça, Mário Pereira, não apontando falhas relativamente aos procedimentos de socorro.José Manuel Dias sofreu lesões ao nível do crânio e permanece internado com um prognóstico reservado. Não fala e apenas reage a alguns estímulos. Na noite da alegada agressão esteve no bar da sociedade filarmónica a assistir a um jogo de futebol e foi encontrado inanimado cerca das 22h30, enquanto decorria uma festa de karaoke no estabelecimento.
Caso do homem gravemente ferido perto do quartel dos Bombeiros de Alpiarça envolto em mistério

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