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Rapaz indiciado de matar adolescente em Salvaterra vai continuar em prisão preventiva

Daniel Neves aguarda julgamento pelo assassinato de Filipe Diogo em Maio deste ano
Edição de 19.08.2015 | Sociedade
Daniel Neves, o jovem de 17 anos suspeito de matar Filipe Diogo, 14 anos, em Maio deste ano em Salvaterra de Magos, vai continuar em prisão preventiva, por decisão do juiz de instrução que reavaliou a medida de coacção. O arguido está em prisão preventiva desde 15 de Maio, na sequência do primeiro interrogatório, e a revisão da medida de coacção tem de ser reavaliada ao fim de três meses após a sua aplicação, segundo estabelece a lei. Filipe Diogo foi encontrado morto no dia 14 de Maio deste ano numa arrecadação de um prédio no centro de Salvaterra de Magos. Como O MIRANTE noticiou na altura, o juiz-presidente daquele tribunal, João Guilherme Silva, no comunicado que leu aos jornalistas, afirmou que Daniel Neves está “fortemente indiciado” da prática de um crime de homicídio qualificado e de um crime de profanação de cadáver. A prisão preventiva foi justificada por existir perigo de fuga, de perturbação do inquérito, perigo de continuação da actividade criminosa e perturbação grave da tranquilidade pública, “em razão da natureza e das circunstâncias do crime e da personalidade do arguido”.Ao início da noite de segunda-feira, 11 de Maio, Filipe Costa avisou a avó materna, com quem vivia, que ia à Feira de Magos, no centro da vila, mas que não chegaria tarde. Foi visto pela última vez perto do cais da vala real. A demora no regresso a casa sobressaltou os familiares. No dia seguinte, a mãe apresentou queixa no posto da GNR local pelo desaparecimento do filho. Durante dois dias procuraram o jovem. Na manhã de Quinta-Feira de Ascensão, 14 de Maio, o corpo foi encontrado na arrecadação de um prédio perto do edifício do antigo quartel dos bombeiros voluntários, no centro da vila. Na investigação apurou-se que o jovem foi morto no quarto andar desse prédio e arrastado para a arrecadação, que fica no piso acima. As manchas de sangue no chão da arrecadação e nas escadas demonstram que a morte foi violenta. Depois de ter tentado enganar a polícia com pistas falsas, Daniel Neves acabou por indicar às autoridades a localização do corpo de Filipe, confessando o crime. O suspeito arrisca agora uma pena de prisão de 12 a 25 anos pelo crime de homicídio qualificado e de um mês a dois anos pelo crime de profanação de cadáver, ou multa de 10 a 240 dias. O crime de homicídio qualificado refere-se a práticas de actos de crueldade para aumentar o sofrimento da vítima.

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