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Câmara de Tomar vai apoiar vítimas do incêndio de Julho

Câmara de Tomar vai apoiar vítimas do incêndio de Julho

Proposta do vereador do movimento Independentes por Tomar foi aprovada por unanimidade
Edição de 26.08.2015 | Sociedade
Apesar de não concordar na totalidade com a proposta do vereador do movimento Independentes por Tomar (IpT), Pedro Marques, sobre o apoio à população prejudicada com o incêndio que ocorreu no início de Julho no concelho, a presidente da Câmara de Tomar acabou por aprová-la. Anabela Freitas (PS) começou por dizer que não concordava com o ponto dois da proposta que propõe que o município disponibilize, “com carácter excepcional, (…) meios financeiros que minimizem os prejuízos destes nossos munícipes”. A autarca considera que este ponto poderia abrir precedentes. “Isto é abrir uma ‘caixa de Pandora’ e depois os empresários não vão colocar as suas empresas no seguro à espera que venha um incêndio para que a câmara pague os prejuízos”, referiu.Para aproximar a sua proposta da ideia de Anabela Freitas, Pedro Marques acrescentou que esse apoio deve ser dado com “carácter excepcional” e todos os casos devem ser analisados um a um. O vereador da coligação que gere a Câmara de Tomar, Bruno Graça (CDU), sugeriu que a proposta do vereador independente viesse para aprovação camarária depois de contabilizados todos os prejuízos do incêndio de 7 de Julho. Apesar das críticas, e depois de Bruno Graça dar a sua opinião sobre o assunto, Anabela Freitas acabou por aprovar a proposta, que obteve unanimidade do executivo municipal.O vereador João Tenreiro referiu que o PSD estava de acordo com a proposta de Pedro Marques e sublinhou que o município deveria apoiar as pessoas lesadas com o incêndio. “Não é pagar a totalidade dos prejuízos mas minimizá-los”, disse. Pedro Marques acrescentou que gasta-se “tanto dinheiro mal gasto nesta câmara que podíamos gastá-lo bem gasto nesta casa de vez em quando”. A proposta do IpT defende ainda que, “de imediato, se dê apoio a quem este incêndio pôs em causa a sustentabilidade da sua actividade económica e poderá pôr em causa postos de trabalho. Neste âmbito deverá contactar-se outras entidades, nomeadamente na área da Agricultura, Florestas e Emprego no intuito de se encontrarem possíveis apoios que possam estar disponíveis para o efeito”, conclui.Fogo deixou rasto de destruição Recorde-se que no dia 7 de Julho (ver edição O MIRANTE 9 Julho 2015) um incêndio com origem em Tomar deixou um rasto de destruição que atingiu também os concelhos de Abrantes, Constância e Vila Nova da Barquinha, obrigando à mobilização de mais de cinco centenas de operacionais. O incêndio motivou o corte da A23 entre o nó da Atalaia e o nó de Constância e a Estrada Nacional 3 entre Montalvo e Constância. Olga Ferreira foi uma das prejudicadas que viu o projecto empresarial de uma vida reduzido a cinzas nessa tarde de vento que ajudou a propagar as chamas. O incêndio que deflagrou ao início da tarde numa zona de mato na Portela, concelho de Tomar, consumiu todas as suas plantações de ervas aromáticas, estufas, vedações de coelho bravo e colmeias, na localidade da Perdigueira, Tomar. A empresária, de 39 anos, assistiu impotente à força das chamas que lhe levaram os frutos de um projecto financiado pelo PRODER - Programa de Desenvolvimento Rural.
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