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Fazem seis anos até final de 2015 mas não têm entrada garantida na escola

Fazem seis anos até final de 2015 mas não têm entrada garantida na escola

Situação passa-se em Samora Correia e está a motivar protestos

Pais indignados levaram o caso ao Ministério da Educação que respondeu que as crianças só têm inscrição se houver vagas nas turmas já constituídas e que estão praticamente lotadas.

Edição de 26.08.2015 | Sociedade
Há 17 crianças em risco de não poderem frequentar o 1º ano do ensino básico em Samora Correia já no próximo ano lectivo pois só completam seis anos depois de 15 de Setembro, o que faz com que o seu ingresso esteja condicionado ao número de vagas e à existência de salas nas escolas da sua área de residência.Os pais dessas crianças estão indignados com as posições do Ministério da Educação, porque garantem que há condições físicas para haver mais uma turma na escola EB 1 de Samora Correia que acolha estas crianças. Inicialmente eram 40 os casos, mas com os esforços feitos pelos pais, em conjunto com a câmara municipal, foram-se encontrando soluções. Neste momento faltam colocar 17 crianças, mas a intransigência da Direcção-Geral dos Estabelecimentos Escolares (DGESTE) coloca em risco a colocação. “Nesta escola há espaço para mais uma turma. Essa é a informação que temos por parte da câmara municipal, que tem sido incansável em tentar encontrar uma solução para este processo e que gastou imenso dinheiro a requalificar e construir escolas. O que acredito é que o ministério não quer gastar mais dinheiro a contratar professores”, atira Nelson Martins, um dos pais cuja filha está na iminência de não encontrar colocação.Perante esta situação, um grupo de pais entrou em contacto com a DGESTE para pedir a abertura de uma nova turma por forma a acolher os alunos. A resposta, a que O MIRANTE teve acesso, foi apenas a citação da lei e não ofereceu qualquer solução, afirmando apenas que as crianças devem ser inseridas em turmas já existentes, desde que haja vagas. “Atendendo a que não existem vagas no 1º ano de escolaridade no Agrupamento de Escolas de Samora Correia e atendendo, ainda, a que não podem ser constituídas turmas apenas com alunos condicionais, sendo que estes têm, sempre, que ser inseridos em turmas já existentes, cumpre-me informar V. Exª que foi indeferido o pedido para constituir uma turma de 1º ano de escolaridade, formada apenas por alunos de matrícula condicional”, pode ler-se no e-mail mandado aos pais.Confrontado com esta posição, Nelson Martins mostra a sua indignação pelo que diz ser a “passividade” desse organismo. “O meu dinheiro é o mesmo dos outros. Pago os meus impostos e a educação dos meus filhos é um direito”, salienta, indignado.Os pais contactaram há um mês a câmara municipal e salientam a ajuda da autarquia. “O próprio presidente ficou incrédulo com a situação e tem tentado encontrar soluções, através de meios próprios da autarquia e através de contactos com a própria DGESTE”, salienta Nelson Martins.A autarquia esclareceu, entretanto, que a sua posição, desde sempre, é a de defender que deve haver uma turma para acolher estes alunos. “Temos condições para isso”, salientou o líder da câmara, Carlos Coutinho.Refira-se que, neste momento, as turmas estão praticamente lotadas, mas há ainda algumas vagas, sempre deixadas em aberto, para acolher filhos de novos moradores que se estabeleçam no concelho.
Fazem seis anos até final de 2015 mas não têm entrada garantida na escola

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