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Vítima de roubo por esticão na Golegã vive com dores e em sobressalto

Circulava no centro da vila em pleno dia quando lhe arrancaram a mala do ombro
Edição de 26.08.2015 | Sociedade
Os santinhos que Amélia da Piedade costumava trazer numa bolsa na mala não lhe valeram na tarde de terça-feira, 18 de Agosto, quando foi vítima de roubo por esticão em pleno centro da Golegã. A carteira acabou por aparecer apenas com umas fotografias de família que guarda e uns papéis pois os ladrões até ficaram com os santinhos da devoção da empregada de limpeza de Azinhaga. Amélia perdeu 100 euros, ficou sem documentos e sem o telemóvel que tinha comprado há pouco tempo. Pessoa de fracos recursos financeiros, Amélia, 61 anos, tinha ido levantar o dinheiro pouco tempo antes do assalto para ir a uma excursão à Festa das Flores de Campo Maior. Acabou por ir na mesma, mas sem alegria e cheia de dores, porque já tinha confirmado a sua presença. A vítima ficou com vários ferimentos na anca, na cabeça e na perna direita ao ter sido projectada contra o chão quando os ladrões lhe arrancaram a mala do braço. Teve de ser assistida no Hospital de Torres Novas. Amélia da Piedade tinha saído de casa para ir trabalhar numa instituição da Golegã. Apanhou uma boleia de carro e ficou no cruzamento entre a câmara e a igreja. Quando circulava pelo passeio da Rua Agostinho Macedo, por volta das 14h00, surgiu uma carrinha comercial branca. Um dos ladrões pôs o braço de fora da janela do carro e sempre em andamento puxou-lhe a mala. A vítima conta que quando caiu ao chão pensou que o carro lhe tinha dado um toque e que se tinha desequilibrado. Só quando estava no chão e começou a procurar a mala é que deu pelo roubo.Na mala estavam as chaves da sua casa e das instituições e casas particulares onde trabalha, o que obrigou à mudança de todas as fechaduras. A carteira foi encontrada por um funcionário da Câmara da Golegã na zona de S. Caetano, perto da Quinta da Cardiga. Amélia diz que agora vive em permanente medo e fica em sobressalto sempre que vê uma carrinha branca. Dorme mal e sempre que fala do assalto as lágrimas surgem nos olhos. Passou a andar na rua muito mais atenta e diz-se muito afectada porque em 61 anos de vida nunca tinha passado por uma situação semelhante. A GNR está a investigar o caso.

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