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Carregado, Azambuja e Vila Franca já mereciam uma associação empresarial

Carregado, Azambuja e Vila Franca já mereciam uma associação empresarial

Ramiro Rodrigues, 66 anos, é sócio-gerente do grupo Sobralpneus

Foi serralheiro e electricista de automóveis até se lançar no negócio dos pneus. Nunca parou de investir nas suas empresas e fazê-las crescer. Hoje é dono de um grupo com mais de 200 trabalhadores que tem empresas conhecidas na região, como a Ribateste, Petrosalsa e Tecnisalsa. É um empresário sem medo de sujar as mãos ao lado dos colaboradores. Diz que já fazia falta uma associação empresarial como a Nersant nos concelhos de Alenquer, Vila Franca de Xira e Azambuja.

Edição de 04.11.2015 | Identidade Profissional
Os empresários do Carregado (Alenquer), Vila Franca de Xira e Azambuja já mereciam ter uma associação empresarial forte e dinâmica que os representasse. Numa terra onde ainda é cada empresa por si, “era muito importante” que se dessem passos no sentido de criar na zona uma associação semelhante à Nersant, situada no distrito de Santarém. A opinião é de Ramiro Fernando Rodrigues, 66 anos, sócio-gerente do grupo Sobralpneus, do Carregado. “Esta é uma zona de muitas empresas e de empresas muito grandes. Era importante haver uma associação para que se pudesse transmitir às pessoas responsáveis e ao Estado, que esta zona emprega muita gente, que é uma zona produtiva e que tem de ser olhada de outra maneira. A vários níveis. Era importante esse tipo de associação nesta zona, como existe em Santarém, e eu apoiaria essa iniciativa”, refere.Ramiro Rodrigues é um rosto conhecido na região. Nasceu numa pequena povoação do concelho de Alenquer e teve uma infância dura. Confessa que não havia “as facilidades que há hoje” e quando os pais foram morar para perto do Carregado, Ramiro lançou-se no seu primeiro emprego, como ajudante de serralheiro. Como tinha o gosto pelos automóveis - paixão que ainda preserva com alguns clássicos na garagem como um Volkswagen Carocha e um Alfa Romeo GT Junior -, decidiu lançar-se na aprendizagem da arte de electricista para automóveis. Exerceu essa profissão até aos 21 anos, altura em que frequentou o serviço militar. “Comecei depois a fazer serviço no Sobral de Monte Agraço, num senhor que tinha uma oficina de mecânica e que me fez o favor de me dispensar um canto para eu ter uma bancada onde comecei a fazer alguns serviços de electricidade automóvel. Quando surgiu a oportunidade de comprar as instalações da Sobralpneus aproveitei”, recorda.Já ligado ao ramo dos pneus, a empresa transformou-se em grupo e foi evoluindo em vários ramos, dedicando-se à electricidade automóvel (Tecnisalsa), postos de abastecimento (Petrosalsa) e abastecimento e distribuição de combustíveis e lubrificantes (Ribateste). São hoje mais de 200 pessoas a trabalhar no grupo.“Fui sempre uma pessoa com ambição mas sem querer passar por cima de ninguém. Aprender com quem sabia e tentar ir à procura de fazer mais qualquer coisa na vida. Tem sido esse o meu caminho. Passo aos meus filhos a ideia de que para se conseguir ser empresário temos de trabalhar muito. Ser humilde, honesto, respeitar os outros e fazer muitos sacrifícios. Temos de ter princípios, respeitar e cumprir com as empresas e com os clientes que nos visitam no dia a dia. Temos de ter uma responsabilidade grande e um carinho muito grande pelos nossos clientes, que são a nossa razão de existir e a nossa força”, conta a O MIRANTE.Ramiro Rodrigues gosta de ser o primeiro a sujar as mãos no trabalho se necessário. É um homem que gosta de dar o exemplo. “Aqui não há patrões, somos todos uma família, colegas de trabalho, ajudamo-nos uns aos outros e damos o melhor uns pelos outros”, afiança.O empresário não esconde alguma apreensão com o actual momento político que o país atravessa. Diz esperar que, rapidamente, as coisas estabilizem no Parlamento para que o rumo de crescimento nacional possa ser mantido.
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