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Vila Franca de Xira - não muda a hora do coração

Edição de 04.11.2015 | O Mirante dos Leitores
Estou a preparar-me em espírito para o almoço anual da minha Escola de Vila Franca de Xira, com alunos e professores. No meu caso estive lá entre 1961 e 1966, entre os dez e os quinze anos de idade, tive aulas nos Combatentes e no Matadouro, trabalhos manuais num pavilhão que depois foi abaixo junto ao futuro (já passado) Palácio da Justiça. Na Escola entrava-se pelas traseiras (a rapaziada, claro) e muitas vezes havia jogos intermináveis de futebol no CASI. As balizas eram as malas com os livros e os cadernos.Hoje está um dia cinzento como eram afinal todos os dias desse tempo português. Levo no olhar uma fotografia tirada no jardim junto ao Rio Tejo. O ano passado encontrei no almoço o Arnaldo e o «Paplicas» mas a Marieta não foi. Não vale a pena esperar muito das pessoas, das coisas e dos acontecimentos para não termos grandes decepções. Faço os possíveis por continuar a ser o miúdo do Bom Retiro que descia à Bica do Chinelo e passava a ponte da ribeira de Santa Sofia. Logo a seguir no Largo do Serrado (hoje Carlos Pato) recebia o cheiro do azeite do lagar do senhor Floriano. A sua neta Clara vinha de Santa Sofia e não gostava que lhe chamassem «patinha». O seu neto Álvaro era meu colega de turma tal como Lilaia, o Vidaúl e, mais tarde, o Arnaldo. Mas isso foi em 1966 que é a data da fotografia. Quanto ao facto de ela ser a preto e branco não restam dúvidas: a vida não é a cores e as fotografias também não. Tenho para mim que continuamos todos lá, nessa fotografia em frente ao Rio Tejo e ao lado dos barcos da areia como o Gil Conde. Esse nome permanece, tudo permanece, a fotografia continua a valer por todo um tempo de emoções que ficou para sempre no coração de todos nós. José do Carmo Francisco

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