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Condutores fartos do arrastar das obras na ponte de Abrantes

Condutores fartos do arrastar das obras na ponte de Abrantes

A empreitada de requalificação da travessia sobre o Tejo devia estar a terminar, se o prazo inicial fosse cumprido. Mas o calvário para os automobilistas vai durar pelo menos até Fevereiro do próximo ano.

Edição de 04.11.2015 | Sociedade
A população está farta dos transtornos no trânsito automóvel causados pelas obras na ponte rodoviária de Abrantes, que se têm arrastado desde o ano passado. As horas de ponta são as mais complicadas e alguns utentes já chegaram a ter que esperar perto de uma hora para atravessar o rio entre Abrantes e o Rossio ao Sul do Tejo.É o caso de José Manuel Pereira, 52 anos, que já chegou a estar “mais de uma hora à espera”. José faz transporte de mercadorias e como tem que fazer muitas deslocações, refere que “o tempo de espera não se pode debitar aos clientes”. Nuno Santos, 42 anos, nunca pode fazer previsões do tempo que vai demorar a chegar ao seu destino. “Podem ser 10 minutos, mas já cheguei a estar à espera 40 minutos” para atravessar a ponte, conta. Também já chegou atrasado por causa das obras. “É muito imprevisível”, afirma. “As horas de ponta no período da manhã e da tarde são os períodos mais complicados”, conta Cristina Cotrim, 42 anos, que tem que atravessar a ponte sobre o rio Tejo com bastante frequência. Em Setembro, a empresa pública Infraestruturas de Portugal, responsável pela obra, informou a Câmara de Abrantes que para assegurar a manutenção das condições de integridade estrutural da ponte, houve a necessidade de prolongar por mais três meses os trabalhos de execução das micro-estacas. Ou seja, a circulação de veículos na ponte vai continuar a ser feita de forma alternada, regulada por semáforos e condicionada a uma via de tráfego, pelo menos até Fevereiro de 2016, mais três meses do que o prazo previsto inicialmente.“Não foi isso que disseram no início das obras, mas por outro lado já é normal isto acontecer, porque infelizmente no nosso país as obras e os orçamentos alargam sempre”, refere Nuno Santos.José Cabaço já não acredita nos prazos apontados. “É mentira. Até Outubro de 2016 está bem. As obras no país, com o governo que temos, ou com o governo que vamos ter, são sempre um caos. José Cabaço já esteve na Suíça e em França e fala que “obras destas eram feitas num mês, de dia e de noite. Determina-se que é um mês e o prazo é cumprido”, afirma. Já Lúcia Rosa não se importa com o prolongamento das obras até Fevereiro e afirma que “é preferível que a ponte fique bem arranjada para não cair, como aconteceu com a ponte de Entre-os-Rios”. Também Cristina Cotrim se mostra resignada e afirma que como não existe caminho alternativo “tem que se suportar a demora”. A obra, iniciada no Verão de 2014, tem um custo de 2,9 milhões de euros, tendo como objectivo a melhoria das condições de segurança desta travessia sobre o Tejo com uma extensão de 368 metros.
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