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Crise obriga APAC de Póvoa de Santa Iria a despedir funcionárias

Instituição que trabalha com crianças viu as suas receitas baixarem significativamente nos últimos anos. Em causa estarão seis postos de trabalho.

Edição de 11.11.2015 | Sociedade
A Associação Popular de Apoio à Criança (APAC), instituição com várias dezenas de anos na Póvoa de Santa Iria, vai ser obrigada a dispensar seis funcionários, devido a dificuldades financeiras. A situação está a causar forte apreensão entre os funcionários, que já falam em despedimento colectivo, situação desmentida por José Manuel Casaleiro, presidente da direcção da associação.“É totalmente falso que vamos fazer qualquer despedimento colectivo. O que vamos fazer é ter de fazer alguns ajustes de funcionários, mas sempre com o acordo dos mesmos, pois temos tido reuniões com todos eles e estão todos a par da situação. Serão cinco ou seis funcionárias, entre as que vieram substituir algumas que estiveram de licença de maternidade e outras que estão a desempenhar funções no ATL”, esclareceu o líder da direcção.Os despedimentos vão acontecer por causa da redução das receitas da instituição, sentidas depois das novas políticas instituídas pela segurança social para o sector. “Até 2013 estávamos numa situação bastante confortável. Desde aí sentimos, e de que maneira, a crise. De uma média de 700 crianças, que vinham de famílias de baixos rendimentos, mas também de classe média e média alta, tivemos uma descida de cerca de 70, o que provoca um decréscimo nas receitas, além de que os que pagavam o montante máximo acabaram por baixar de escalão pelo corte de rendimentos que tiveram e isso faz descer o valor da prestação”, explica.O responsável salienta que as verbas recebidas do Estado decresceram bastante, “são menos 77 mil euros por ano”, e que também por isso os despedimentos são necessários. “Temos 130 funcionários e vão ter de sair uns cinco ou seis. É uma situação com a qual não estou mesmo nada confortável, mas preferimos optar por esse caminho do que passar a cortar na qualidade da comida que servimos, da quantidade e variedade de serviços que oferecemos, até porque os pais começam a sentir esse tipo de cortes e acabam por sair e procurar outros locais. E para isso já basta os 80 que perdemos nos últimos anos”, salientou.No entanto, o responsável garante que todos os que saírem vão sair totalmente de acordo com a lei. “Esta decisão é vital para a sustentabilidade da instituição e é certo que todos os trabalhadores que vão sair receberão todas as indemnizações de acordo com o que é legal e nunca as portas estarão fechadas para os mesmos, pois saem não por estarmos insatisfeitos com o trabalho que desempenham, mas por necessidade da empresa”, concluiu.

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