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Estacionamento degradado motiva reclamações na Póvoa de Santa Iria

Estacionamento degradado motiva reclamações na Póvoa de Santa Iria

Parque serve população local, utentes do comboio e colégios e apresenta o piso completamente esburacado e falta de iluminação. Câmara diz que não pode fazer obras de fundo e que a junta de freguesia está encarregue da manutenção.

Edição de 11.11.2015 | Sociedade
O parque de estacionamento na Rua Américo Costa, na Póvoa de Santa Iria, apresenta o pavimento completamente esburacado, alaga quando chove e são muitas as queixas dos utentes, sobretudo dos pais que deixam os filhos na Associação Popular de Apoio à Criança (APAC), que se queixam igualmente da falta de iluminação do local. O local serve, essencialmente, de estacionamento à população do local, aos que deixam ali o carro para se deslocarem para a estação de comboios, mas sobretudo para os utentes das instalações da APAC, inclusivamente para os autocarros de transportes de crianças da instituição, que se servem do portão de entrada para as instalações propositadamente aberto para o efeito.No entanto, são várias as queixas de que o local não é praticamente utilizável em dias de chuva, porque fica todo alagado, além de apresentar alguma falta de segurança de noite, dada a falta de iluminação.José Manuel Casaleiro, líder da APAC, realça mesmo as muitas reclamações que lhe chegam. “Muitos pais apresentam-nos queixas sobre o estado do parque, além do nosso motorista que ali estaciona o autocarro nos dizer que aquilo está inqualificável. Eu próprio vejo que os buracos são cada vez maiores e que nada está a ser feito. Já foi pedido à junta que actue e a mesma diz que está a tratar do assunto. Abrimos ali um portão para melhorar a acessibilidade das crianças à escola, tendo em vista a segurança, mas são muitos os buracos alagados”, explicou.No local há igualmente baias a vedar um buraco, com sinalética de obras para a construção de uma caixa de esgotos há mais de quatro anos, segundo dizem os utentes. O facto é que a vegetação cresce em torno das mesmas. O espaço é da responsabilidade da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira que, contactada por O MIRANTE, lembrou o que tem feito para resolver o problema. “A câmara desenvolveu um projecto para o espaço tendo em vista a ordenação do estacionamento, que não foi aprovado pela Direcção Geral do Património Cultural (DGPC) por o considerar demasiado estruturante. Mediante este facto, a Câmara decidiu reparar o piso, colocando material fresado e limpando os taludes. O espaço tem tido manutenção pela Junta de Freguesia da União de Freguesias de Póvoa de Santa Iria e Forte da Casa, com material que a Câmara tem cedido para o efeito. Entretanto, a Câmara tem mantido contacto com a DGPC e irá voltar a reunir em breve com aquele organismo”, explica a autarquia.Por seu turno, a junta de freguesia lamenta igualmente a postura da DGPC, conhecida há bastante tempo, de não permitir uma intervenção de fundo no local por causa de um muro de confluência com a centenária Quinta da Piedade. “É um facto que a câmara nos fornece matérias, como algum alcatrão, que colocamos no local, mas o que estamos a fazer são remendos que, à primeira chuvada, abatem e o parque alaga por completo. A câmara tem a intenção, com projectos apresentados, de intervir a fundo no local, mas a atitude da DGPC é incompreensível ao não deixar fazer nada ali”, lamenta Jorge Ribeiro, presidente da União das Freguesias da Póvoa de Santa Iria e Forte da Casa.
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