28º Aniversário | 18-11-2015 11:26

O MIRANTE - Um jornal diferente que ajudou a unir toda a região

O MIRANTE nasceu como um jornal local, na Chamusca, mas cedo percebeu que não podia ignorar o que se passava nos concelhos limítrofes nem hierarquizar a informação em função do local onde fora criado.O que se passava e ainda passa em termos noticiosos era guiado pela ancestral política paroquial que promovia um bairrismo serôdio e estéril baseado no orgulhosamente sós de cada concelho ou mesmo de cada freguesia ou aldeia. A ideia de região só é cimentada depois do aparecimento de O MIRANTE. Até aí era confrangedor perceber como cada comunidade vivia voltada para o seu umbigo e como políticos e elites locais desconheciam por completo o que se passava em seu redor.O trabalho não foi apenas de O MIRANTE. Organizações como a NERSANT, Associação Empresarial da Região de Santarém, ajudaram a fazer o caminho até aos dias de hoje. Não é por acaso que o jornal e a associação se uniram, por exemplo, para criar O Galardão Empresa do Ano, destinado a premiar as melhores empresas e empresários do Distrito de Santarém, uma iniciativa complementada pelos prémios Personalidade do Ano que O MIRANTE organiza anualmente.Mas não é fácil fazer mudanças. Ainda hoje a legislação relativa à Comunicação Social não reconhece a existência de órgãos de comunicação social inovadores e abrangentes como O MIRANTE. Ainda hoje os jornais regionais são tratados como jornais locais, e os jornais de Lisboa e Porto, alguns dos quais são verdadeiramente locais são tratados como nacionais, tanto por governantes como por agências de publicidade e organismos do poder central. O provincianismo não está na província mas nas cabeças de muitos decisores. Mesmo na região, que alguns políticos dividiram em Médio Tejo e Lezíria do Tejo com o argumento da captação de fundos comunitários, há políticos de vistas curtas, felizmente em minoria, que querem consolidar esse modelo a todo o custo, apoiando a criação de jornais que querem domesticados e especializados na mera publicação de notas de imprensa. O MIRANTE continua a crescer. O seu trabalho fala por si, tanto em termos de edição em papel como online. Se no primeiro caso O MIRANTE não tem qualquer tipo de concorrência. No online a diferença é ainda mais esmagadora. Uma coisa é certa, só uma região forte pode ter um jornal assim. E O MIRANTE existe e afirma-se por vontade de quem vive e trabalha na região.

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