28º Aniversário | 18-11-2015 11:35

“Votar é um dever cívico mas os políticos tornam esse dever muito difícil”

Viu algum filme do cineasta Manoel de Oliveira do princípio ao fim? Nunca. Vi alguns “trailers” que não me motivaram o suficiente, sem desrespeito pelo consagrado realizador.Quantos verdadeiros amigos acha que tem? Não consigo contabilizar de um modo rigoroso. Serão certamente poucos mas bons. As verdadeiras amizades não se constroem facilmente.Alguma vez se sentiu esmagado pela beleza de alguém ou de alguma coisa? Esmagado será um termo um pouco forte… mas não deixo de apreciar bastante, por exemplo, o pôr do sol sobre o mar numa tarde de Verão, num país como o nosso, que foi brindado com uma beleza natural ímpar.O que seria para si uma tragédia?Muitas situações podem originar tragédia, sobretudo fenómenos naturais que, penso, todos nós tememos.Deitar cedo e cedo erguer dá saúde e faz crescer? Os ditados populares costumam ser normalmente incisivos e certeiros, pelo que esse não fugirá à regra.Em sua casa já se faz a separação do lixo? Sinceramente, algumas vezes… mas nem sempre.Quais os personagens históricos que mais despreza? Assim de repente ocorre-me Adolf Hitler, por razões óbvias. Acho que será mais ou menos consensual dada a perversão do personagem.Gosta de ir votar? Trata-se de um dever cívico acima de tudo, apesar de muitas vezes os nossos representantes políticos nos tornarem a tarefa difícil…Lembra-se da última vez que usou a bicicleta como meio de transporte? Não… ainda usava calções, certamente. Nesse aspecto tenho algum défice ecológico.Ler jornais é saber mais? Certamente. A informação é um dos bens mais importantes nos tempos actuais.De quantas horas de sono precisa para acordar bem disposto? Seis ou sete… por aí.Alguma vez deu sangue? Sim, mas há muito tempo… mais uma falha de cidadania.Tem alguma tatuagem ou já pensou em fazer uma? Não tenho, apesar de gostar de ver algumas tatuagens de bom gosto.Subscrevia uma proposta para termos outro hino nacional? Já mudámos há muito tempo a Bandeira Nacional, que era azul e branca, erradamente na minha opinião, já que era bastante bonita. Não vejo por que mudar agora o Hino Nacional.Tem a profissão que gostaria de ter? Muito pouca gente tem a profissão que desejava, infelizmente. Mas gosto muito do que faço, disso não tenho dúvidas.Sente que seria capaz de ser um bom primeiro-ministro? Não, um primeiro-ministro deve ter qualidades muito acima da média, na medida em que, de certo modo, pode condicionar de modo definitivo a vida das pessoas. Eu não tenho essas qualidades nem correria o risco de desempenhar esse cargo.O que tem que fazer um homem para ser um verdadeiro homem? Plantar uma árvore, ter um filho e escrever um livro.Qual foi a sua maior extravagância? Tive algumas, mas não as consigo elencar…O que gostava de fazer e não faz para não cair no ridículo? Acho que nada.Alguma vez escreveu um poema? Sim, por brincadeira… nada que ficasse registado. Modestamente, tenho algum dom natural nessa área.“Há pessoas extremamente qualificadas mas muitas empresas não as podem contratar”Fale-me da sua vida de empresário. Comecei há bastantes anos a trabalhar no Laboratório um pouco na perspectiva de colaborar com a minha mãe no sentido de a ajudar na parte administrativa da organização, já que ela estava absolutamente concentrada na parte técnica. Fui ficando, assumi o cargo de gerência, o laboratório foi de alguma maneira crescendo, e aqui me mantive até hoje, tentando preservar o nome do Laboratório, indo ao encontro do que, penso, a minha mãe desejaria. Neste momento sou o único membro da família comprometido com a gestão do Laboratório.Como é que classifica os recursos humanos disponíveis no mercado ? Os recursos humanos no nosso país, sobretudo ao nível superior, são extremamente qualificados e com uma capacidade de trabalho extraordinária. É pena que a situação económica do país não permita potenciar as suas qualidades, devido à taxa de desemprego elevada e incerteza económica que vivemos, que conduz de alguma forma a uma retracção no investimento das empresas.Está preparado para tudo na sua vida de empresário? Estou preparado sobretudo para tentar superar dificuldades que possam surgir, bem como continuar a fazer o melhor no sentido de perpetuar este Laboratório que há tantos anos contribui, com os seus recursos humanos qualificados e tecnologia avançada, para uma saúde melhor na nossa área de actuação.Comente a situação actual do país onde vive e da sua região em particular. Somos um país em dificuldades económicas graves no momento que atravessamos. A nossa economia é uma das mais endividadas do mundo, os juros consomem uma parte importante da riqueza produzida, não permitindo libertar recursos tão importantes para um crescimento económico saudável. Além disso, temos um problema crónico e estrutural de falta de crescimento ou crescimento ténue, o que ajuda a condicionar a prosperidade do nosso país. Há que haver muito rigor por parte de quem nos governa, no sentido de, no futuro, todos possamos ter uma vida melhor e, se possível, erradicar o flagelo da pobreza.

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