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Ex-presidente de Almeirim lamenta ser julgado por prevaricação

Edição de 18.11.2015 | O Mirante dos Leitores
O senhor José Sousa Gomes alega que o balanço dos vinte e quatro anos em que esteve no cargo de presidente é altamente positivo mas como ele sabe não é isso que está a ser julgado. Esse é um julgamento político e já foi feito nas alturas das eleições. Ele também poderia dizer que foi injusto ter sido copiosamente derrotado nas autárquicas de 2013 ao ter criado um movimento independente para impor a escolha da sua chefe de gabinete como candidata a presidente da câmara. O que está a ser julgado foi o facto de ele ter autorizado o que não podia ter autorizado, no caso, a construção em terrenos onde não era permitido construir. Talvez existam mais casos como aqueles que estão a ser avaliados, em muitos concelhos do país, mas isso não iliba ninguém. Fazer um “jeitinho” para alguém construir onde não pode, não é aceitável. O ex-presidente da câmara aprovou um Plano Director Municipal e a sua obrigação era fazê-lo respeitar ao invés de o desrespeitar. Se tal facto vier a ser provado talvez sejam de considerar atenuantes mas a verdade é que os munícipes que foram impedidos de construir ou que nem sequer tentaram construir onde não podiam, são injustiçados.Quanto ao senhor engenheiro Agudo desejo que se venha a provar que ele não fez nada daquilo que é acusado, nomeadamente a falsificação de documentos. O facto de ele alegar que em trinta anos de funções é a primeira vez que está a ser julgado não quer dizer nada. Há muita gente que fez coisas horríveis sem nunca ter sido julgada, como é sabido.Renato M. Fagundes

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