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Circulação de camiões no Vale de Santarém condiciona trânsito e perturba moradores

Circulação de camiões no Vale de Santarém condiciona trânsito e perturba moradores

Quem vive junto à EN3 queixa-se do trânsito intenso mas também do barulho causado pela passagem dos veículos pesados. Variante entre Santarém e o Cartaxo seria a solução mas nunca avançou. Estrada Real, que podia tirar o trânsito do centro do Vale, também não é solução, segundo o vereador Luís Farinha.

Edição de 18.11.2015 | Sociedade
Rui Narciso é morador no Vale de Santarém e está a promover um abaixo-assinado para que camiões e outros veículos pesados deixem de passar pelo centro dessa vila que fica a meio caminho entre Santarém e o Cartaxo pela Estrada Nacional (EN) 3. Nunca fez a contabilidade mas arrisca o número de mais de 3 mil camiões por dia a passar na vila pela EN 3, o que provoca grandes constrangimentos em termos de trânsito. Há inclusivamente locais em que a via é muito estreita e dois camiões não passam ao mesmo tempo.“A situação tem vindo a piorar muito com o passar dos anos. De há uns anos para cá nota-se que o fluxo de trânsito é cada vez maior. Há momentos em que vêm cinco, seis, sete, oito camiões seguidos”, conta Rui Narciso, que diz haver uma alternativa: a Estrada Real, que liga o Alto do Vale à zona da linha do comboio, sem passar pelo centro da vila. “É uma estrada que foi feita e que não está a ser minimamente utilizada”, refere. De facto, O MIRANTE constatou que os veículos pesados não passam na Estrada Real e que os próprios ligeiros são poucos a passar por ali. “A maioria é por não saber, visto que não está nada indicado. Mas mesmo estando indicado vai haver sempre a tendência de seguir em frente. A solução é haver mesmo interdição de passagem de pesados pelo centro do Vale”, defende.Rui Narciso mora na Rua Francisco Monteiro, à beira da EN 3 e o barulho dos camiões é um tormento durante a noite. “Durante o dia o barulho ainda se aguenta mas de noite incomoda. Se por acaso acordo, depois tenho dificuldade em voltar a dormir porque até a casa abana. Abana a minha, que está a três metros da estrada, e abanam outras que estão ainda a menos distância”, diz, acrescentando que a adesão ao seu abaixo-assinado está a correr bem e que planeia entregar um exemplar à Infraestruturas de Portugal e outro à Câmara de Santarém.O MIRANTE contactou o vereador do trânsito do município, Luís Farinha, para quem só existe uma solução: “A questão é encontrar alternativas para poder resolver essa situação, com benefício para os munícipes e sem prejuízo para a actividade económica. A solução, do meu ponto de vista, passa por criar ou executar a variante à EN 3, entre Santarém e Cartaxo. É uma via que está traçada, creio até que existem estudos para a sua concretização, mas que ainda não avançou”.Em relação à Estrada Real, Luís Farinha considera não ser alternativa para os camiões que passam no centro do Vale: “Sei que existe um conjunto de constrangimentos no próprio traçado da via, desde logo naquela zona junto à linha de caminho-de-ferro. Nessa zona existe um conjunto de edifícios cujas varandas estão lançadas na via. Se dois veículos pesados se tivessem de cruzar, não passariam ou então para passarem seguramente que tocariam nas varandas. Por outro lado, não me parece muito correcto retirar o trânsito de uma zona residencial para o transferir para outra igualmente residencial. A solução deve ser de fundo, que permita resolver o problema a todos os munícipes, sem prejuízo da actividade económica. Isso passará necessariamente pela execução da variante à EN 3”.
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