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Horários dos comboios na linha da Azambuja continuam a gerar queixas

Horários dos comboios na linha da Azambuja continuam a gerar queixas

Utentes também lamentam poucas composições nas horas de maior movimento

Passageiros de Alverca e Póvoa queixam-se de, nas horas de ponta, já não terem espaço para embarcar rumo a Lisboa, sobretudo de manhã. Câmara já informou a CP de que são precisas melhorias. Em Azambuja também há queixas.

Edição de 18.11.2015 | Sociedade
Os novos horários da linha da Azambuja, que serve os concelhos de Lisboa, Loures, Vila Franca de Xira e Azambuja, alterados em Junho último e repostos parcialmente em Julho, continuam a não agradar a todos os passageiros.As principais queixas residem em quem trabalha em Lisboa e só pode apanhar o comboio de regresso a Vila Franca de Xira depois das 20h00. Nesses casos, a espera pelo próximo comboio pode ser superior a uma hora. Mas nas horas de ponta têm também surgido queixas, sobretudo de passageiros das estações de Alverca e Póvoa de Santa Iria, que lamentam a escassez de composições. “Faltam carruagens e quando o comboio chega a Alverca já vem cheio de pessoas de Azambuja e da Castanheira. Já não há lugar”, lamenta Alberto Mesquita (PS), presidente do município vilafranquense. O autarca diz que a câmara já fez chegar as preocupações com os horários e a falta de carruagens à Comboios de Portugal (CP) para que a situação seja alterada e assegura que o município vai “acompanhar a situação” até que seja resolvida. “Já por dois dias tive de chegar atrasada ao emprego, em Lisboa, porque o comboio que chegava às 7h30 vinha completamente cheio e não cabia mais ninguém”, lamenta Maria Rosa, utente, a O MIRANTE. “Ou aumentam os horários ou aumentam as carruagens, agora cortar as duas coisas é que não dá porque fica imensa gente sem conseguir apanhar o comboio”, queixa-se. Fonte da estação de comboios de Alverca confirma que têm existido “algumas queixas” entre os passageiros mas que a situação está a ser analisada para ser resolvida.Margarida Cavaleiro, vereadora da CDU, também levantou o problema dos horários numa recente reunião de câmara. “Ao fim-de-semana ou fora das horas de maior fluxo de passageiros os horários são insuficientes. É muito mau esperar uma hora ou mais nas estações pelo próximo comboio”, criticou.A CP já tinha explicado a O MIRANTE que a decisão de alterar os horários decorreu de estudos realizados no terreno e de monitorizações da procura ao longo dos últimos três anos, que permitiu identificar “novas soluções” que iriam “incrementar os níveis do serviço prestado” aos utentes. “A criação deste novo modelo permite melhorar o índice de pontualidade do serviço e gerar um maior equilíbrio na ocupação dos comboios, evitando a sobrelotação, reduzindo o número de transbordos e proporcionando maiores índices de conforto”, explicava a CP.População de Azambuja quer reposição de comboiosA população de Azambuja não se conforma com a falta de comboios que partem da vila com direcção a Alcântara e que foram suprimidos pela CP na recente remodelação dos horários. Apesar de alguns avanços nas negociações entre a câmara municipal e a empresa, o facto é que a população está insatisfeita, sobretudo pelo facto de os comboios que partiam de Azambuja às 7h08, 8h08 e 9h08 durante a semana deixarem de existir, para passarem a ser repostos apenas ao fim-de-semana, com a justificação de que serviriam a população que quereria deslocar-se para a praia. O mesmo se refere aos que regressam da capital às 17h08, 18h08 e 19h08.No entanto, as queixas referem-se à falta destas composições nos dias de semana, porque permitem fazer o transvase para outros comboios, seja na Castanheira, seja mais à frente. Algumas das queixas foram levantadas na última reunião pública de câmara pela vereadora Maria João Canilho, da Coligação Pelo Futuro da Nossa Terra, que leu alguns mails de habitantes do local.Na resposta, o vice-presidente da autarquia PS, Silvino Lúcio, esclareceu quais as posições que têm vindo a ser tomadas junto da CP. “Houve também pessoas que nos fizeram chegar essas mesmas reclamações sobre esses mesmos comboios. Apesar de termos tido algum sucesso quando conseguimos que fosse feita a reposição do último comboio que sai de Lisboa, já depois da meia-noite, que se revela extremamente útil para, por exemplo, quem trabalha por turnos, e no prolongamento de outros que terminavam na Castanheira e agora chegam aqui, nesse não conseguimos ainda demover a administração da CP, porque dizem que se trata de uma questão de negócio e lucro”, explicou.O que está na base das reclamações é que muitos dos utentes vêem-se obrigados a utilizar o carro até à Castanheira do Ribatejo para depois aí apanharem os ditos comboios, o que onera em muito os orçamentos familiares.No entanto, o autarca garantiu que a câmara não vai desistir de pressionar a entidade que gere os horários das composições, tendo já pedido mais reuniões para abordar o assunto.
Horários dos comboios na linha da Azambuja continuam a gerar queixas

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