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Legionella deixou profissionais do hospital de Vila Franca de Xira mais preparados

Legionella deixou profissionais do hospital de Vila Franca de Xira mais preparados

Unidade promoveu uma sessão científica de reflexão sobre o segundo maior surto do mundo

Há um ano 403 pessoas foram infectadas e a maioria sofre ainda hoje com sequelas dos tratamentos à bactéria. Catorze acabariam por falecer. Culpados continuam refugiados na lentidão da justiça.

Edição de 18.11.2015 | Sociedade
O surto da bactéria legionella, que há um ano teve como epicentro o concelho de Vila Franca de Xira, deixou os profissionais de saúde do hospital melhor preparados e mais confiantes para agirem no futuro em situações semelhantes.A conclusão emergiu depois de uma sessão científica de reflexão promovida internamente naquela unidade hospitalar, precisamente um ano depois do surto que colocou à prova a capacidade de resposta do hospital, que se mostrou estar à altura do desafio. Naquilo que o director clínico da unidade chamou de “uma reunião familiar”, profissionais, clínicos e gestores do hospital de Vila Franca de Xira trocaram experiências e fizeram o balanço do episódio na manhã de quarta-feira, 11 de Novembro.“Nunca tínhamos parado para reflectir de forma colectiva a prestação de cada área durante o surto. Conseguimos arranjar tempo e espaço para que todos nos pudessem mostrar os pormenores da sua intervenção”, explica Carlos Rabaçal, director clínico da unidade a O MIRANTE. O responsável assegura que, em todas as áreas, houve “contributos muito explícitos” que permitem construir um acervo de informação que será útil para o futuro, não só para os técnicos do hospital de Vila Franca de Xira, mas também para outras unidades hospitalares que passem pela mesma situação. “Podemos agora mostrar o que temos e a experiência do que passámos a outros que tenham uma crise semelhante. É, acima de tudo, uma recolha de informação e conhecimento para o futuro”, explica, garantindo que hoje os profissionais estão “mais confiantes” para enfrentar nova situação do género.O surto de legionella foi dado como terminado no princípio de Dezembro de 2014 mas com consequências dramáticas. A contabilidade final da Direcção-Geral de Saúde apontou para 403 infectados e 14 mortes. Muitos dos que sobreviveram para contar a história ficaram com sequelas físicas e psicológicas. Muitos não escondem a revolta pelo facto da justiça, passado um ano, ainda não ter apontado qualquer culpado para a origem do surto. Numa reportagem recente de O MIRANTE várias vítimas do surto lamentaram mesmo que a justiça esteja a aparentar ser “cega, surda e muda” em todo este processo. O surto da doença do legionário em Vila Franca de Xira foi o segundo maior em todo o mundo e as autoridades desconfiam que teve como ponto de partida as torres de refrigeração de uma empresa do eixo Forte da Casa - Alverca - Póvoa de Santa Iria.
Legionella deixou profissionais do hospital de Vila Franca de Xira mais preparados

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