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Relações entre Câmara de Rio Maior e Águas do Vale do Tejo continuam inquinadas

Relações entre Câmara de Rio Maior e Águas do Vale do Tejo continuam inquinadas

Vários eleitos do executivo municipal não pouparam críticas à empresa que fornece água ao concelho, por não executar investimentos a que se comprometeu na rede de saneamento básico.

Edição de 18.11.2015 | Sociedade
A entidade que fornece água para consumo público ao município de Rio Maior mudou de nome, de Águas do Oeste para Águas de Lisboa e Vale do Tejo, mas as queixas da autarquia mantêm-se e as relações entre as duas entidades continuam inquinadas. Na última reunião do executivo camarário, a propósito do pagamento de juros de mora, pela autarquia, devido a atraso no pagamento das facturas de Julho e Agosto de 2015, foram vários os eleitos que criticaram a Águas do Oeste e a sua sucessora Águas de Lisboa e Vale do Tejo (ALVT) por não honrarem os compromissos estabelecidos com o município. Em causa estão, sobretudo, investimentos no sistema de saneamento básico que estão por executar há anos.O comunista Augusto Figueiredo disse mesmo que tinha “uma raiva interior” contra as Águas do Oeste “desde a sua criação”, afirmando que a empresa que fornece a água à Câmara de Rio Maior só pensa em cobrar sem cumprir aquilo a que se comprometeu. “Não se deve perdoar nem esquecer esses compromissos”, nomeadamente a construção de algumas estações elevatórias no âmbito do sistema de saneamento básico. “Prejudicam a população e o meio ambiente com isso e ainda nos vêm cobrar juros”, disse, concluindo com uma espécie de declaração de guerra: “Estou disponível para dar porrada, no que preciso for, na Águas de Lisboa e Vale do Tejo”.Augusto Figueiredo considerou que o executivo deve pedir uma reunião com a administração dessa entidade e fazer pressão para que os compromissos sejam honrados. O socialista Carlos Nazaré interveio no mesmo tom e defendeu que a câmara “não desista do contencioso” com a empresa na defesa dos interesses do concelho. O problema parece ser, agora, arranjar interlocutor do outro lado, pelo menos atendendo ao que afirmou o vice-presidente da câmara, Carlos Frazão. Uma situação que se verifica desde que as Águas do Oeste foram incorporadas na nova empresa Águas de Lisboa e Vale do Tejo, no final de Maio último. “Neste momento não conseguimos falar com ninguém da Águas de Lisboa e Vale do Tejo. Não há quem fale com os municípios e o problema é transversal”, garantiu o autarca.Nova empresa nasceu em MaioA nova empresa Águas de Lisboa e Vale do Tejo é a concessionária responsável pelo sistema multimunicipal agregado de abastecimento de água e saneamento de Lisboa e Vale do Tejo, cuja gestão operacional do sistema foi delegada na EPAL. Foi constituída formalmente em 29 de Maio de 2015, mediante a agregação das empresas Águas do Zêzere e Coa, Águas do Centro, Águas do Oeste, SIMTEJO, SANEST, SIMARSUL, Águas do Norte Alentejano e Águas do Centro Alentejo, integradas no Grupo Águas de Portugal. Passou a servir 80 municípios, abrangendo uma população de 3,7 milhões de habitantes, numa área territorial correspondente a 22% do território continental português. A Câmara de Rio Maior compra a água a essa entidade, sendo a autarquia responsável pela distribuição desde os depósitos até aos consumidores finais.
Relações entre Câmara de Rio Maior e Águas do Vale do Tejo continuam inquinadas

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